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Toque de sirene relembra os mortos de brumadinho em ato na Av.Paulista neste domingo

Mais de 200 pessoas faleceram com o rompimento da barragem

Mais de 200 pessoas faleceram com o rompimento da barragem - Imagem: Reprodução / Antonio Cruz / Agência Brasil

Redação Publicado em 16/01/2025, às 16h18

No próximo domingo (26), o Instituto Camila e Luiz Taliberti promoverá o Ato por Memória e Justiça na Avenida Paulista, em São Paulo, para marcar os seis anos do rompimento da barragem de Brumadinho. O evento homenageia as 272 vidas interrompidas, destaca a luta por justiça e reforça a necessidade de responsabilização criminal dos culpados.

O momento mais emblemático do ato será o toque da sirene às 12h28, horário exato do rompimento da barragem em 2019, seguido por um pronunciamento do porta-voz do instituto. A ação busca ressignificar o silêncio que marcou aquele dia trágico, quando a sirene de alerta não foi acionada e os laudos e e-mails que alertavam o perigo de rompimento foram ignorados.

O evento contará com uma programação diversificada e gratuita, voltada para todas as idades, incluindo:

Oficina para crianças: Plantio de mudas e pintura com tintas de argila em um mural coletivo, simbolizando a renovação e a conexão com a natureza;
Intervenção "Estampe-se": Impressão ao vivo de panos de prato com a frase "Tentaram nos enterrar, não sabiam que éramos sementes", conduzida pela artista visual Monica Schoenacker;
Ocupação criativa "Ser Rio": Intervenção artística que explora a importância dos rios e da preservação ambiental;
Coleta de assinaturas: Manifesto “Basta de Impunidade: Justiça por Brumadinho”, que cobra celeridade nos processos judiciais relacionados à tragédia e já conta com a assinatura de mais de 127 mil pessoas.
“_Nossa missão é transformar a dor em ações que preservem a memória das vítimas e impeçam novas tragédias. Queremos garantir que os atingidos sejam ouvidos e que a sociedade nunca esqueça do que aconteceu em Brumadinho_”, destaca Helena Taliberti, presidente do Instituto Camila e Luiz Taliberti, que perdeu sua filha Camila e seu filho Luiz na tragédia, além de sua nora Fernanda, grávida de seu neto Lorenzo.

Serviço

Ato por Memória e Justiça – 6 anos de Brumadinho

Data: Domingo, 26 de janeiro de 2025

Horário: 10h às 16h

Local: Avenida Paulista com Rua Pamplona (lado centro)

Gratuito e aberto ao público

Programação paralela – Ouro Preto (MG)

No dia anterior, 25 de janeiro, o Instituto realizará ações culturais no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, Minas Gerais, onde acontece a exposição “Paisagens Mineradas - marcas no Corpo-Território”, que já passou por São Paulo e Belém e  reúne obras de doze artistas mulheres, trazendo uma reflexão sobre os impactos da mineração na sociedade e na natureza.

A programação especial do dia 25 de janeiro conta com:

16h: Performance "Pedaços de chãos se movem com as águas", de Morgana Mafra.
17h: Exibição do documentário "Sociedade de Ferro", de Eduardo Rajabally.
“_A exposição Paisagens Mineradas é uma forma de expressar por meio da arte os impactos da mineração. As diversas linguagens presentes na exposição, mostram diferentes olhares sobre o tema. A nossa intenção é deflagrar o horror que a atividade mineratória gera para o meio ambiente e para a sociedade e pensar futuros possíveis_”, explica Marina Kalikian,  coordenadora do Instituto Camila e Luiz Taliberti

Memorial das Vítimas

No mesmo dia, o Instituto também participa da inauguração do *Memorial de Brumadinho*, espaço criado naquela cidade mineira para homenagear e honrar as vítimas fatais do rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão. O diretor administrativo do ICLT, Vagner Diniz, é presidente do Conselho Curador da Fundação Memorial de Brumadinho que, segundo ele, "o espaço vai traduzir o luto – que é também nacional –, ao mesmo tempo em que vai se juntar ao esforço coletivo de preservar a memória da tragédia e de suas vítimas e promover esforços para a não-repetição de desastres minerários".

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