Emissora afirma que falas do apresentador não refletem a posição do canal e diz que caso será tratado internamente
Redação Publicado em 12/03/2026, às 15h01
O SBT divulgou um comunicado nesta quinta-feira (12), após as declarações do apresentador Ratinho durante o programa exibido na última quarta (11). Na nota, a emissora afirmou repudiar qualquer forma de discriminação ou preconceito e ressaltou que as falas do comunicador não representam a posição institucional da empresa. O canal também informou que o episódio está sendo avaliado pela direção e será tratado internamente.
"O SBT repudia qualquer tipo de discriminação e preconceito, que são o oposto dos princípios e valores da empresa. As declarações do apresentador Ratinho, expressadas ao vivo ontem em seu programa, não representam a opinião da emissora e estão sendo analisadas pela direção da empresa, que tratará do tema internamente a fim de que nossos valores sejam respeitados por todos os colaboradores", diz a nota.
A manifestação ocorre depois de Ratinho comentar, ao vivo, a eleição da deputada federal Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados do Brasil. Durante o programa, o apresentador afirmou que, para ser considerada mulher, seria necessário ter útero e menstruar, além de defender que o cargo deveria ser ocupado por “uma mulher”.
Em resposta, a deputada protocolou uma representação no Ministério Público Federal contra o apresentador e o SBT pelas declarações consideradas transfóbicas. No documento, Hilton solicita o pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti.
Nas redes sociais, a deputada afirmou que decidiu levar o caso à Justiça após considerar as falas uma forma de violência. Segundo ela, as declarações não atingem apenas mulheres trans, mas também mulheres cisgênero que não menstruam, que não possuem útero ou que, por diferentes motivos, não tiveram filhos.
De acordo com a parlamentar, o objetivo da ação é responsabilizar o apresentador e a emissora nas esferas cível e criminal. Hilton afirma ainda que a medida busca reparar o que classificou como um ataque a diferentes grupos de mulheres mencionados durante o programa.