Autoridades alertam para surto e intensificam campanhas de vacinação
Gabriela Thier Publicado em 12/02/2025, às 17h51
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou o primeiro óbito relacionado à Chikungunya, ocorrido em Tupã, uma cidade situada a 435,9 km da capital paulista. A vítima é um homem de 60 anos que apresentava comorbidades, incluindo diabetes.
De acordo com informações da prefeitura local, o paciente começou a manifestar sintomas da doença, como febre elevada e dores nas articulações, no dia 1º de janeiro. Ele foi internado dois dias depois e faleceu em 11 de janeiro.
Atualmente, o painel de arboviroses da Secretaria de Saúde aponta que Tupã já contabiliza 1.283 casos prováveis de Chikungunya, sendo 613 deles confirmados e outros 670 aguardando confirmação. Em todo o estado de São Paulo, há um total de 3.523 casos prováveis, com 1.064 confirmações e 2.549 registros sob investigação. Além do falecimento em Tupã, outros quatro casos estão sendo analisados.
A transmissão da Chikungunya ocorre por meio do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor responsável pela disseminação da dengue.
Em um contexto relacionado, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo reportou a morte de uma menina de 11 anos devido à dengue. A criança residia na região de Hermelino Matarazzo, na zona leste da capital.
No município de São Paulo, já foram registrados 2.851 casos de dengue neste ano. Em resposta ao aumento das ocorrências, a prefeitura está realizando uma campanha para a aplicação da segunda dose da vacina contra a doença, visto que muitos cidadãos receberam apenas a primeira dose.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil contabiliza até o momento 269.919 casos prováveis de dengue, com 303 óbitos ainda em investigação e 85 mortes confirmadas. No que diz respeito à Chikungunya, são reportados 19.605 casos prováveis, com 12 óbitos sob investigação e 11 confirmações.