São Paulo registra menor taxa de desemprego da história e bate recorde de ocupação

Trabalho formal cresce, número de desempregados cai e rendimento médio atinge valor mais alto desde 2015

Trabalhadores paulistas registram aumento de renda e maior estabilidade no mercado - Imagem: Marcelo Casal Jr | Agência Brasil

Lívia Gennari Publicado em 17/08/2025, às 15h53

O estado de São Paulo registrou no 2º trimestre deste ano, a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica do IBGE, em 2012. Segundo dados da Fundação Seade, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o índice de desocupação caiu para 5,1%, abaixo da média nacional, que ficou em 5,8%, e também da taxa da região Sudeste, de 5,3%.

O número de pessoas empregadas no estado também atingiu patamar recorde em 13 anos, chegando a 24,353 milhões de trabalhadores, um aumento de 0,8% em relação ao 1º trimestre de 2025 e de 2,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso, São Paulo responde por quase um quarto do total de ocupados no país, que soma 102,316 milhões de pessoas.

A pesquisa também revela que o número de desempregados no estado é o menor desde 2012, com 1,319 milhão de pessoas, queda de 18,3% em relação ao trimestre anterior e de 19,1% na comparação anual.

Rendimento e emprego formal também atingem recorde histórico

Outro ponto de destaque é o avanço do emprego formal. São Paulo registrou 11,606 milhões de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, o maior número desde 2012 e o mais alto entre todos os estados, representando 30% de todos os empregados em regime CLT no país.

O percentual de trabalhadores com registro formal no setor privado chegou a 82,9%, a segunda maior proporção do Brasil, acima da média nacional, de 74,2%. Por outro lado, o total de trabalhadores sem carteira assinada caiu 10,8% em relação ao ano passado, passando de 2,677 milhões para 2,388 milhões.

O rendimento médio dos trabalhadores em São Paulo também apresentou alta. No 2º trimestre, o valor médio foi de R$ 4.170, superior à média da região Sudeste (R$ 3.914) e do país (R$ 3.477). Trata-se do maior rendimento médio registrado no estado para o período desde 2015. A região Sudeste foi a única do país a registrar alta significativa de 1,8% no rendimento médio em relação ao trimestre anterior, com crescimento de 2,8% na comparação anual.

Os números reforçam uma tendência de recuperação consistente do mercado de trabalho em São Paulo, com aumento da formalização, queda do desemprego e melhora nos salários, consolidando o estado como um dos motores econômicos do país.

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