Novos registros envolvem uma mãe e um bebê sem histórico vacinal; estado já recomenda dose extra da tríplice viral para crianças pequenas
Letícia Sales Publicado em 01/07/2026, às 09h10
O governo de São Paulo confirmou, nesta terça-feira (30), mais dois casos de sarampo no estado. As novas ocorrências foram identificadas na capital paulista, em uma região próxima a Guarulhos, e elevam para sete o total de casos registrados em 2026 — número que já supera em larga escala os dois casos contabilizados em todo o ano de 2025.
Os pacientes recém-diagnosticados são uma mulher de 20 anos, mãe de um dos bebês que já haviam recebido o diagnóstico na semana anterior, e uma criança de 6 meses. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, nenhum dos dois possuía histórico de vacinação contra a doença.
Os novos casos se somam a outros três confirmados dias antes pela pasta, todos envolvendo bebês com idade entre 6 meses e 1 ano, também residentes na capital paulista. Atualmente, as investigações seguem em andamento, conduzidas em parceria entre o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e o Ministério da Saúde, com o objetivo de rastrear a origem da infecção.
Dose zero e reforço na vacinação
Diante do avanço dos casos, o estado passou a recomendar, desde a última quinta-feira (25), a aplicação da chamada "dose zero" da vacina tríplice viral. A orientação vale para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias que residem nos municípios de São Paulo e Guarulhos. De acordo com a Secretaria da Saúde, trata-se de uma estratégia adicional de proteção, que não substitui as doses já previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
Para a diretora do CVE, Tatiana Lang, a confirmação de novos casos reforça a necessidade de atenção à imunização da população. "A confirmação dos novos casos reforça a importância de manter a vacinação em dia", afirma.
Cobertura vacinal abaixo do ideal
Os dados mais recentes da Secretaria da Saúde mostram que a cobertura vacinal contra o sarampo no estado ainda está aquém do recomendado: a primeira dose da vacina atinge 85,32% da população-alvo, enquanto a segunda dose alcança apenas 72,06%.
A pasta orienta que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e, se necessário, atualizar a imunização. As recomendações variam conforme a faixa etária: pessoas entre 5 e 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral; já quem tem entre 30 e 59 anos precisa comprovar ao menos uma dose. Profissionais da área da saúde, por sua vez, devem manter as duas doses em dia, independentemente da idade.