Educação

São Paulo amplia ensino técnico com 200 mil novas vagas e reformas nas escolas

Com a expansão, o número de escolas estaduais que oferecem ensino técnico passará de 1.813 para 2.212

Com a expansão, o número de escolas estaduais que oferecem ensino técnico passará de 1.813 para 2.212 - Imagem: Reprodução / Rovena Rosa / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 13/11/2025, às 19h09

Na última quinta-feira (13), o governo do estado de São Paulo revelou sua intenção de expandir o ensino técnico nas escolas estaduais, prevendo a criação de 200 mil novas vagas para o próximo ano letivo. Esta iniciativa é parte de um esforço contínuo que teve início em 2023.

O anúncio ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, com a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), do deputado André do Prado (PL) e do secretário estadual da Educação, Renato Feder. O governo estima que o número total de alunos matriculados em cursos técnicos aumentará de 124 mil para 230 mil até 2026.

A ampliação das matrículas também refletirá no crescimento da rede de escolas estaduais que oferecem esse tipo de ensino, passando de 1.813 para 2.212 instituições em todo o estado. Atualmente, as escolas disponibilizam nove modalidades de cursos, incluindo áreas como logística, administração, enfermagem, farmácia e agronegócio.

Durante o evento, o governador enfatizou a importância dessas medidas: "Estamos na direção certa. Estamos oferecendo ferramentas essenciais aos estudantes. O mercado de trabalho se torna cada vez mais exigente e valoriza habilidades sobre diplomas. A competência é o que realmente importa agora", afirmou Freitas.

Outras Iniciativas na Educação

A expansão do ensino técnico se insere em um conjunto mais amplo de reformas educacionais promovidas pelo governo paulista. Nesta semana, a Secretaria Estadual da Educação anunciou que está considerando a divisão das escolas com mais de 1.200 alunos em duas unidades administrativas distintas.

O objetivo dessa reestruturação é aprimorar a gestão e o desempenho das instituições maiores, que representam cerca de 330 das aproximadamente 5 mil escolas da rede estadual. Até agora, 110 escolas já demonstraram interesse em participar dessa mudança, que deve ser implementada a partir de 2026.

A nova configuração permitirá a criação de duas unidades escolares no mesmo endereço, com gestões e nomes diferentes, embora mantendo espaços compartilhados como pátios e quadras. De acordo com a Secretaria da Educação, essa divisão possibilitará uma supervisão pedagógica mais eficiente ao permitir que cada turno tenha seu próprio diretor.

Michel Minerbo, subsecretário de Planejamento da Rede Escolar, explicou que escolas muito grandes frequentemente apresentam desempenho inferior. "Um diretor responsável por uma escola com 1.400 alunos enfrenta enormes desafios. Ao dividir a escola, ele pode administrar um número menor de alunos, melhorando assim o acompanhamento individual", disse Minerbo.

No entanto, a proposta gerou controvérsia entre os profissionais da educação. A Apeoesp, sindicato que representa os professores da rede estadual, criticou a iniciativa alegando falta de diálogo com as comunidades escolares e as entidades representativas. Em comunicado oficial, a entidade expressou que "a gestão atual não consultou adequadamente os envolvidos".

A Secretaria da Educação refutou as acusações de falta de diálogo e esclareceu que o projeto foi discutido desde outubro com as Diretorias Regionais de Ensino. Uma lista das escolas que passarão pela reestruturação deve ser divulgada até o final do ano.

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