Quadro Estável

"Pouco provável", afirma médico sobre complicações após cirurgia de Lula

Presidente foi submetido a uma cirurgia devido a uma hemorragia intracraniana, originada pela queda que ele sofreu em casa no dia 19 de outubro

"Pouco provável", afirma médico sobre complicações após cirurgia de Lula - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Marcelo Camargo

William Oliveira Publicado em 10/12/2024, às 12h05

O cardiologista Roberto Kalil, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (3), afirmou que há baixa probabilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 79 anos, voltar a apresentar quadros de hemorragia intracraniana.

"Pode acontecer, mas é muito pouco provável. O hematoma foi drenado", explicou o médico.

O presidente permanece em observação após ser submetido, na noite de segunda-feira (9), a uma trepanação — cirurgia para drenagem do hematoma proveniente de um sangramento. A cirurgia foi realizada com sucesso no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na manhã seguinte, Lula acordou em quadro estável, já se alimentando e conversando normalmente.

Kalil enfatizou que não houve complicações nem lesões cerebrais. A coletiva também contou com a participação dos médicos Marcos Stavale, Ana Helena Germoglio, Rogério Tuma e Mauro Suzuki.

De acordo com o médico Stavale, o hematoma identificado em Lula está na região "frontoparietal" do cérebro, com cerca de 3 centímetros. Um dreno ficará na área por três dias. O sangramento ocorreu entre o cérebro e a membrana meníngea, comprimindo o cérebro do presidente.

Lula começou a sentir dores de cabeça na noite de segunda-feira e foi imediatamente atendido no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, onde exames de imagem, incluindo uma ressonância magnética, confirmaram a hemorragia intracraniana, originada da queda que ele sofreu em casa no dia 19 de outubro. Após o diagnóstico, o presidente foi transferido para São Paulo para a realização da cirurgia.

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