Carros apreendidos

Polícia apreende carros de luxo de Deolane em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Veículos avaliados em milhões foram retirados da mansão da influenciadora em Alphaville após operação da Polícia Civil de São Paulo

As investigações revelam que uma transportadora em Presidente Venceslau era usada para movimentar recursos da facção criminosa - Imagem: Reprodução/Bervelin Albuquerque/g1

Letícia Sales Publicado em 21/05/2026, às 12h25

A Polícia Civil apreendeu ao menos quatro carros de luxo na mansão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra durante a Operação Vérnix, deflagrada na manhã desta quinta-feira (21), em São Paulo. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Deolane foi presa em sua residência localizada em um condomínio de alto padrão em Alphaville, na cidade de Barueri, na Grande São Paulo.

Entre os veículos apreendidos estão um Cadillac Escalade, uma Land Rover Range Rover, uma Mercedes-AMG G 63 e um Jeep Commander. Juntos, os modelos podem ultrapassar R$ 2,5 milhões, segundo estimativas do mercado automotivo.

Após a apreensão, os carros foram levados para a sede da Polícia Civil, na região central da capital paulista.

Justiça bloqueou milhões em bens

Segundo as autoridades, a Justiça determinou o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.

O balanço completo das apreensões ainda não foi divulgado oficialmente.

Operação mira cúpula do PCC

As investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo apontam que o esquema envolvia uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista, apontada como braço financeiro da facção criminosa.

De acordo com os investigadores, a empresa era utilizada para movimentar recursos e repassar dinheiro entre diferentes contas com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem dos valores.

Entre os alvos da operação estão Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder do PCC, seu irmão Alejandro Camacho, além de familiares e supostos operadores financeiros da organização.

Também são investigados Everton de Souza, apontado como operador financeiro do grupo, e parentes de Marcola ligados às movimentações investigadas.

Marcola e Alejandro já estão presos na Penitenciária Federal de Brasília e deverão ser comunicados sobre as novas ordens de prisão preventiva.

Defesa se manifesta

Procurado pela imprensa, o advogado de Deolane, Luiz Imparato, afirmou que ainda está se “inteirando dos fatos”.

Já o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcola, declarou que também iria analisar os detalhes da investigação antes de se pronunciar.

A defesa dos demais investigados não havia sido localizada até a última atualização.

Deolane retornou ao Brasil na quarta-feira (20), após passar semanas em Roma, na Itália. Segundo informações da investigação, o nome da influenciadora chegou a ser incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol antes da prisão.

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