José Aprígio da Silva, de 72 anos, sofreu atentado em outubro do ano passado, véspera das eleições
William Oliveira Publicado em 17/02/2025, às 11h17
A Polícia Civil, em colaboração com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), chegou à conclusão de que o atentado ocorrido em outubro do ano passado contra José Aprígio da Silva, ex-prefeito de Taboão da Serra, foi uma ação planejada e forjada. O ataque, que resultou em ferimentos no político de 72 anos, levantou diversas questões sobre sua autenticidade.
Nesta segunda-feira (17), as autoridades policiais, juntamente com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco), lançaram uma operação na Grande São Paulo para localizar suspeitos envolvidos em um ataque planejado. Denominada "Operação Fato Oculto", a ação visa cumprir dez mandados de busca e apreensão, além de dois mandados de prisão temporária.
Até o momento, um homem foi detido, e diversos itens, incluindo celulares, computadores, dinheiro e armas, foram apreendidos pelas forças policiais.
O ataque ocorreu no dia 18 de outubro, nove dias antes do segundo turno das eleições municipais. O veículo que transportava José Aprígio foi alvo de disparos enquanto transitava por áreas severamente afetadas pelas chuvas. Em comunicado oficial, a Prefeitura de Taboão da Serra confirmou que um dos projéteis atingiu o prefeito no ombro.
A Polícia Civil identificou quatro homens como principais suspeitos do atentado. Um deles foi detido no dia 21 de outubro e, conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), foi conduzido à delegacia para depoimento. A investigação também conta com a participação da Polícia Federal (PF).
A Justiça já havia determinado a prisão preventiva de um dos suspeitos, supostamente o proprietário do veículo utilizado na fuga. Segundo informações da SSP, uma testemunha revelou que o carro pertenceu ao marido falecido da mulher que estava presente no local, sendo frequentemente utilizado por seu filho de 33 anos. O automóvel foi confiscado, e o filho passou a ser alvo da investigação.
Outro veículo envolvido no crime, do qual os disparos foram feitos contra o carro oficial do prefeito, já havia sido encontrado queimado na região do Rodoanel Mário Covas, em Osasco.
Um vídeo mostra o político ferido dentro do carro e posteriormente sendo socorrido em uma cadeira de rodas. De acordo com a SSP, um automóvel passou pela Rodovia Régis Bittencourt e disparou contra o carro oficial da prefeitura.
Após o ataque, o prefeito foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Akira Tada, em Taboão da Serra, e, em seguida, transferido para o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele permaneceu sob cuidados médicos até receber alta no dia 26 de outubro, véspera das eleições.