DENÚNCIA

MP denuncia Augusto Melo por lavagem de dinheiro e associação criminosa

MPSP pede bloqueio de bens e indenização de R$ 40 milhões ao Corinthians, buscando reparação por danos causados por fraudes financeiras

Augusto Melo, presidente afastado do Corinthians, nega envolvimento - Imagem: Reprodução / Instagram / @augustomelooficial

William Oliveira Publicado em 11/07/2025, às 11h06

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) apresentou uma denúncia formal à Justiça contra o presidente afastado do Corinthians, Augusto Melo, além dos ex-dirigentes Marcelo Mariano e Sérgio Moura, e o empresário Alex Cassundé. Eles são acusados de envolvimento em crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto.

A denúncia também inclui os empresários Victor Henrique de Shimada e Ulisses de Souza Jorge, apontados como sócios de empresas que teriam atuado como intermediárias na operação que desviou recursos do clube. Ambos não haviam sido formalmente indiciados pela Polícia Civil, mas foram citados na acusação por participação nas fraudes.

A investigação, iniciada no ano passado, teve como foco o contrato de patrocínio firmado entre o clube alvinegro e a casa de apostas VaideBet, assinado em dezembro de 2023. O acordo previa o pagamento de R$ 360 milhões ao longo de três anos, configurando o maior patrocínio máster da história do futebol brasileiro até então.

No entanto, a apuração revelou irregularidades na contratação e ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa atuante em São Paulo. As autoridades identificaram empresas de fachada utilizadas para desviar parte dos valores.

Diante dos indícios, o Ministério Público pede à Justiça o bloqueio de bens dos acusados — pessoas físicas e jurídicas — e uma indenização de R$ 40 milhões ao Corinthians como reparação dos danos causados ao clube.

A defesa de Augusto Melo se manifestou por meio de nota, alegando surpresa com o relatório final do inquérito e negando qualquer envolvimento do dirigente em práticas ilegais. Os advogados afirmaram que ainda estão analisando o conteúdo da denúncia e confiam na inocência do presidente afastado.

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