Mototaxistas protestam em SP e pressionam Câmara por regulamentação

A manifestação na capital paulista reuniu vereadores de diferentes partidos em apoio à regulamentação do serviço de mototáxi por aplicativos

Disputa judicial entre empresas de aplicativos e a prefeitura suspendeu a oferta de mototáxi, gerando protestos e novas propostas na Câmara. - Imagem: Reprodução | O Globo

Marina Milani Publicado em 03/02/2025, às 17h03

Nesta segunda-feira (3), uma manifestação promovida por motociclistas tomou as ruas da capital paulista, com o objetivo de solicitar a regulamentação do serviço de mototáxi por meio de aplicativos. O evento contou com a participação de vereadores de diferentes vertentes políticas, refletindo a complexidade do debate.

Entre os presentes, destacaram-se as vereadoras Luana Alves e Amanda Paschoal, ambas do PSol, e o vereador Lucas Pavanato, do PL, identificado como bolsonarista. A manifestação teve início por volta das 9h na Praça Charles Miller, localizada na zona oeste da cidade, e seguiu em direção à Câmara Municipal, situada no centro.

Pavanato expressou seu apoio à liberação do serviço, criticando a postura da administração municipal que proíbe a atividade. Em contrapartida, as representantes do PSol enfatizaram a importância de incluir a sociedade civil nas discussões sobre o tema na Câmara. Elas criticaram duramente a ação da gestão liderada por Ricardo Nunes (MDB), que tem apreendido motocicletas dos trabalhadores e aplicado multas.

A vereadora Luana Alves manifestou suas preocupações em um vídeo divulgado em suas redes sociais. "A questão é complexa e não há respostas simples. A gestão atual diz se preocupar com a segurança ao proibir o serviço, mas nunca demonstrou preocupação com a segurança dos entregadores ou propôs medidas efetivas para reduzir acidentes", afirmou.

A controvérsia sobre o mototáxi por aplicativo culminou em uma disputa judicial envolvendo as empresas 99 e Uber contra o prefeito Ricardo Nunes. A oferta desse serviço pelos aplicativos foi suspensa desde uma decisão judicial emitida no dia 27 de janeiro.

Desde o início da discussão, Pavanato tem sido um crítico ativo da administração municipal, liderando protestos organizados pelos motociclistas. Ele já havia realizado uma primeira manifestação em 21 de janeiro.

O assunto promete ser um dos principais focos de debate na retomada dos trabalhos da Câmara Municipal, agendada para esta terça-feira (3). Pavanato e seu colega Kenki Palumbo (Podemos) protocolaram um projeto de lei que visa regulamentar e liberar o serviço de mototáxi. Em contrapartida, o vereador Marcelo Messias (MDB), apoiador do prefeito, apresentou uma proposta que proíbe a prática enquanto persistirem altos índices de mortalidade no trânsito entre motociclistas.

A vereadora Amanda Paschoal também se mobilizou ao solicitar uma audiência pública na Câmara para discutir o tema, programada para ocorrer na próxima sexta-feira (7).

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