Investigações revelam que o motorista enviava conteúdos impróprios a jovens e realizava corridas para adolescentes sem CNH
William Oliveira Publicado em 06/06/2025, às 10h50
Na última quinta-feira (5), um motorista de aplicativo, de 56 anos, foi detido sob suspeita de envolvimento em crimes sexuais contra adolescentes em Alphaville, um condomínio de alto padrão localizado na Grande São Paulo. A prisão ocorreu após um pedido formal do Ministério Público (MP) e foi executada pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santana de Parnaíba.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a detenção, destacando que durante a operação foram apreendidos um computador e dois celulares do acusado. Esses dispositivos passarão por perícia para determinar a possível presença de imagens e vídeos de menores de 18 anos em situações comprometedoras.
As investigações indicam que o motorista é suspeito de ter enviado conteúdos pornográficos a meninos e meninas residentes no condomínio, que abrange as cidades de Santana de Parnaíba e Barueri. O caso veio à tona após pais de uma das vítimas denunciarem o homem às autoridades. Até o momento, ele é acusado de ter feito pelo menos cinco vítimas, todas do sexo masculino, mas a investigação ainda apura a possibilidade de outras vítimas femininas.
O motorista era conhecido por realizar corridas particulares para adolescentes do condomínio, transportando-os para escolas e festas. Relatos indicam que ele permitia que alguns dos jovens dirigissem seu veículo, mesmo sem possuírem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Informações adicionais sugerem que o acusado mantinha uma lista com mais de 80 adolescentes que costumava transportar. Ele teria trocado nudes com alguns deles sob a promessa de facilitar encontros sexuais com garotas. Além disso, há relatos de condutas inapropriadas durante as corridas, como beijos e toques nas partes íntimas dos jovens.
Diante dessas alegações, a DDM iniciou um inquérito para investigar possíveis delitos relacionados à pornografia infantil, exploração sexual e violação sexual mediante fraude. A delegacia planeja ouvir depoimentos de pais e adolescentes que possam ter sido afetados pelas ações do motorista.
Em caso de condenação, os crimes investigados podem resultar em penas superiores a quatro anos de prisão.