Mapa do crime: saiba quais avenidas lideram roubos e furtos de celulares em SP

Vias que ligam o Centro à Zona Norte concentram ocorrências; média é de 600 aparelhos levados por dia na capital

Alerta nas ruas com roubos e furtos de celulares em alta - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 16/12/2025, às 16h50

A cidade de São Paulo registrou 146.226 roubos e furtos de celulares entre janeiro e agosto de 2025, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP). O volume representa uma média de cerca de 600 aparelhos subtraídos por dia, número que mantém os crimes contra o patrimônio entre os principais fatores de sensação de insegurança na capital paulista.

Os registros revelam que as ocorrências se concentram em corredores viários de grande circulação, especialmente aqueles que conectam a região central à zona norte da cidade. As avenidas Cruzeiro do Sul e do Estado aparecem no topo do ranking, com destaque para trechos marcados por intenso fluxo de pedestres, veículos e transporte público.

Um dos pontos mais críticos identificados fica na Avenida do Estado, no cruzamento com a Avenida Santos Dumont, nas proximidades da Estação Armênia, da Linha 1-Azul do Metrô. A dinâmica da região — com semáforos, bolsões de ônibus e grande movimentação ao longo do dia — cria oportunidades frequentes para a ação criminosa.

Além dessas vias, surgem outras avenidas com alto índice de roubos e furtos de celulares, como Avenida Presidente Castelo Branco (Marginal Tietê sentido Rodovia Ayrton Senna), Avenida Sapopemba, Avenida Celso Garcia e Avenida Paulista. Em horários de pico, motoristas e passageiros nessas regiões também ficam mais vulneráveis a abordagens criminosas.

Operação mira quadrilha criminosa

Diante do avanço dos crimes, a Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira (16) a segunda fase da Operação Mobile Strike, voltada ao combate a uma organização criminosa especializada em roubos, furtos e receptação de aparelhos celulares. Segundo as investigações, o grupo atua no abastecimento do comércio ilegal nacional e internacional, além do desmonte de celulares para venda de peças e consertos irregulares.

A ação é conduzida por equipes da 2ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), e é resultado de apurações que identificaram uma estrutura criminosa organizada, com atuação concentrada na região central da capital.

Nesta fase da operação, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, em endereços ligados a investigados apontados como integrantes da cadeia responsável pela subtração, ocultação e comercialização ilegal de celulares.

As investigações apuram a prática dos crimes de furto, roubo, receptação qualificada e organização criminosa, com indícios de atuação reiterada e estruturada, gerando prejuízos diretos às vítimas e impacto significativo na segurança pública.

Crime além do aparelho

Especialistas em segurança apontam que o celular segue como um dos principais alvos por reunir alto valor de mercado, facilidade de revenda e acesso a dados pessoais. Em muitos casos, o prejuízo ultrapassa a perda do aparelho e inclui golpes bancários, invasão de contas e uso indevido de informações.

A SSP afirma que o mapeamento das ocorrências orienta o reforço do policiamento ostensivo e ações de inteligência em áreas mais vulneráveis. Ainda assim, os números elevados indicam que o combate ao crime depende tanto da repressão às quadrilhas quanto de medidas preventivas no dia a dia da população.

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