Exploração Sexual

Líder de organização que explorava brasileiras no exterior é presa no ABC Paulista

Uma operação da Polícia Federal resultou, nesta terça-feira (10), na prisão de uma mulher suspeita de comandar um esquema de tráfico internacional de mulheres, que recrutava vítimas pelas redes sociais com promessas de trabalho e altos ganhos no exterior

Vítimas eram submetidas a ameaças e violência, sendo forçadas a repassar parte de seus ganhos ao grupo criminoso - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 10/03/2026, às 11h46

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira (10), uma mulher apontada como líder de uma organização criminosa investigada por aliciar brasileiras e enviá-las ao exterior para fins de exploração sexual. A prisão ocorreu em São Bernardo do Campo, na região do ABC Paulista, durante a Operação New Girl.

De acordo com a investigação, o grupo atuava no tráfico internacional de mulheres, recrutando vítimas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens. As abordagens incluíam promessas de altos ganhos, passagens aéreas pagas e hospedagem no país de destino.

As apurações começaram após a denúncia de uma vítima que afirmou ter sido submetida a ameaças e violência enquanto estava sob o controle da organização no exterior. A partir do depoimento, os agentes identificaram outras mulheres que teriam sido atraídas pelo mesmo esquema e exploradas sexualmente fora do país.

Segundo os investigadores, ao chegarem ao destino, as vítimas eram obrigadas a repassar parte do dinheiro obtido aos integrantes do grupo criminoso. Além disso, eram submetidas a jornadas extensas de trabalho e mantidas sob constante vigilância.

Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a Justiça Federal autorizou o cumprimento de mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e sequestro de bens. As medidas atingem contas bancárias, criptomoedas, veículos e imóveis ligados aos investigados.

O bloqueio de valores pode chegar a cerca de R$ 4,7 milhões, quantia que, segundo a polícia, seria proveniente das atividades criminosas do grupo.

A operação contou com apoio da Divisão de Repressão ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes. Os mandados foram cumpridos por equipes da Base de Enfrentamento à Promoção da Migração Ilegal e Crimes Conexos em São Paulo.

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