Justiça prorroga prisão de Senival Moura, vereador do PT, por suspeita de ligação com esquema do PCC no transporte de SP

Decisão mantém investigação sobre suposta lavagem de dinheiro envolvendo empresa de ônibus da capital; outros quatro investigados também tiveram medidas renovadas

Operação Última Parada colocou o vereador no centro das investigações - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 24/07/2026, às 18h34

A Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária do vereador afastado Senival Moura (PT), investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista.

A decisão foi assinada pelo juiz Nelson Augusto Bernardes de Souza, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, após solicitação da Polícia Civil e manifestação favorável do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Segundo a Justiça, a investigação apresentou avanços no último mês, mas ainda existem diligências consideradas essenciais que não foram concluídas.

Além de Senival Moura, tiveram a prisão temporária prorrogada Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, e Devanil de Souza Nascimento, o “Sapo”. Lourival de França Monário, o “Orelha”, e Leonel Moreira Martins, o “Cabeça Branca”, também tiveram a medida renovada, mas seguem foragidos.

Os cinco são investigados no âmbito da Operação Última Parada, realizada em 25 de junho pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). De acordo com as apurações, a empresa de ônibus Transunião teria sido utilizada para movimentar e esconder valores obtidos pelo PCC, principalmente a partir do tráfico de drogas.

Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias relacionadas aos investigados, além do sequestro de imóveis, veículos e embarcações apontados como parte do patrimônio do grupo.

Após a prisão, Senival Moura pediu afastamento do PT. O pedido foi encaminhado ao Diretório Municipal do partido em São Paulo no dia 27 de junho, dois dias depois da detenção. Segundo o vereador, a decisão teve como objetivo permitir que ele se dedicasse à própria defesa e evitar que o caso fosse associado à sigla.

*Matéria escrita com informações obtidas através do site G1.

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