Magistrada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul passou mal após coleta de óvulos em clínica de reprodução assistida em São Paulo
Redação Publicado em 07/05/2026, às 10h30
A morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de apenas 34 anos, provocou comoção no meio jurídico e levantou questionamentos sobre os riscos envolvendo procedimentos de reprodução assistida. A magistrada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul faleceu após complicações ocorridas depois de uma coleta de óvulos realizada em uma clínica especializada em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, Mariana passou pelo procedimento de fertilização in vitro na manhã de segunda-feira. Após receber alta, retornou para casa, mas começou a sentir fortes dores, além de apresentar intenso mal-estar poucas horas depois.
Diante da piora do quadro clínico, a juíza foi levada novamente à clínica, onde os profissionais identificaram um sangramento causado por hemorragia vaginal. O médico responsável pelo procedimento realizou uma sutura de emergência e determinou a transferência da paciente para uma maternidade da região.
Internada em estado grave na UTI, Mariana precisou passar por uma cirurgia no dia seguinte. Apesar das tentativas da equipe médica, ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias na madrugada de quarta-feira e não resistiu.
A Polícia Civil instaurou investigação para apurar as circunstâncias da morte. Exames periciais foram solicitados ao Instituto Médico-Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística. O caso foi registrado como morte suspeita.
A magistrada atuava há cerca de três meses na Vara Criminal de Sapiranga, no Rio Grande do Sul, e era vista por colegas como uma profissional dedicada e promissora. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decretou luto oficial de três dias em homenagem à juíza.
Em nota, o TJRS destacou o comprometimento e a sensibilidade de Mariana no exercício da magistratura. Bandeiras foram hasteadas a meio-mastro em prédios do Judiciário gaúcho.
Até o momento, a clínica responsável pelo procedimento não se pronunciou oficialmente sobre o caso.