Carbono Oculto

Investigação aponta 19 postos ligados a lavagem de dinheiro do PCC

Uma investigação revela a infiltração do PCC em postos de combustíveis, com 19 estabelecimentos citados em decisões judiciais

A operação Carbono Oculto expõe como o PCC utilizava uma rede de mais de mil postos para lavagem de dinheiro em São Paulo - Imagem: Reprodução / Freepik

William Oliveira Publicado em 31/08/2025, às 12h21

Uma investigação abrangente, denominada Carbono Oculto, revelou a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em diversos postos de combustíveis no estado de São Paulo. Até o momento, autoridades judiciais já mencionaram pelo menos 19 estabelecimentos em decisões relacionadas à operação, evidenciando a gravidade do caso.

Segundo informações da Receita Federal, o PCC utilizava uma rede com mais de mil postos para operações de lavagem de dinheiro, recebendo valores de atividades ilícitas, seja em espécie ou por meios eletrônicos, e transferindo posteriormente para contas vinculadas à facção.

Postos citados nas decisões judiciais

Armando Hussein Ali Mourad, considerado elo importante do PCC, possui sete postos. Seu irmão, Mohamad Hussein Mourad, é apontado como um dos líderes do esquema. Os postos de Armando incluem:

O Auto Posto Elite (Piracicaba), registrado sob o nome de Pedro Furtado Gouveia Neto, também é atribuído a Armando Hussein Mourad.

Luciane Gonçalves Brene Motta de Souza e Alexandre Motta de Souza, também ligados à organização, possuem dois postos:

Renan Cepeda Gonçalves, vinculado à Rede Boxter, investigada por lavagem de dinheiro, é associado a quatro postos registrados sob o nome de Tharek Majide Bannout:

Ricardo Romano, dono do Auto Posto S3 Juntas (São Paulo), também aparece vinculado a atividades de lavagem de dinheiro ligadas ao PCC. José Carlos Gonçalves (Alemão), proprietário do Auto Posto S-10, é acusado de manter laços estreitos com o PCC e de financiar o tráfico. Ele possui sociedade com a ACL Holding, igualmente citada nas investigações.

Além disso, o Auto Posto Texas, em Catanduva (SP), aparece como ponto de atuação do esquema, com Gustavo Nascimento de Oliveira citado como laranja. Enquanto isso, o Auto Posto Bixiga, em São Paulo, foi identificado como local de adulteração de combustíveis com metanol.

Situação atual dos postos

Até a tarde de quinta-feira (28), pelo menos quatro dos postos citados permaneciam em funcionamento, incluindo o Auto Posto Texas, em Sumaré, o Auto Posto Elite, em Piracicaba, e o Auto Posto Yucatan, em Arujá, enquanto o Auto Posto Bixiga, na capital paulista, encontrava-se fechado.

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