Lucas é um jovem que sopra sua flauta transversal e toca em tom de superação, pois desde pequeno lutou para compor uma orquestra
Jair Viana Publicado em 06/03/2025, às 13h32
Neste sábado, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o flautista Lucas Bergman participará de mais um evento. Para ele, não se trata de mais uma apresentação musical qualquer, mas de tocar o gênero que tocou sua alma ainda na infância: o choro.
O evento será às 19h, na Estação Ferroviária do Distrito de Engenheiro Schmitt (agenda abaixo).
Início precoce
Lucas Bergman começou cedo a manifestar sua vocação para a música. Ele conta que seu apego à flauta transversal foi rápido e precoce.
A paixão pela flauta transversal surgiu aos 12 anos, quando assisti, em uma fita cassete, a um festival de choro em que uma flautista interpretava a música ‘Naquele tempo’, do Pixinguinha. Naquele instante, me apaixonei pelo timbre do instrumento”, conta.
Na orquestra
Em 2002, aos 17 anos, Lucas Bergman integrou uma orquestra de São José do Rio Preto, onde permaneceu até 2012, consolidando sua formação tanto no repertório erudito quanto no popular.
Sua trajetória é marcada por atuações em eventos de grande prestígio, como o Festival Internacional de Música Clássica da Basílica e o Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Seu envolvimento com a música orquestral e popular contribuiu para uma sólida construção artística, refletindo sua versatilidade musical.
O flautista é um dos fundadores do Grupo Reverência ao Choro e fundador do Grupo Estação do Choro, iniciativas que lhe permitiram aprofundar sua paixão pelo gênero, ao qual se dedica até hoje.
Lucas está à frente do projeto “Tributo a Pixinguinha”, financiado com recursos da Lei Aldir Blanc, por meio da Secretaria de Cultura, Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Lucas fala com entusiasmo sobre o gênero musical que escolheu:
O choro, mais conhecido como chorinho, é um gênero musical genuinamente brasileiro. Surgiu na segunda metade do século XIX, do encontro entre a música europeia e ritmos africanos. Dessa fusão nasceu um estilo ‘abrasileirado’ bem peculiar de se tocar, dando origem ao choro, que há mais de cem anos encanta e emociona gerações.”
Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha (1897-1973), é a maior referência na história da MPB até a metade do século XX. Por meio de suas criações, ele apontou os caminhos para a identidade e a diversidade da cultura popular brasileira. Compositor, arranjador, flautista e saxofonista, foi o maior expoente e principal difusor do choro.”
Nós, do Grupo Estação do Choro, teremos o prazer de realizar quatro apresentações com o projeto ‘Tributo a Pixinguinha’, todas gratuitas.”
Fazer música instrumental nos dias de hoje é um grande desafio, especialmente no interior. Mas a paixão pela música nos move, e seguimos trabalhando com aquilo que amamos. Estamos ansiosos para apresentar este projeto ao público e mostrar a importância de Pixinguinha, mantendo vivo seu legado.
A expectativa é tocar as pessoas, tanto as que já conhecem o choro e a obra de Pixinguinha, quanto aquelas que terão seu primeiro contato com o gênero. É muito gratificante poder fazer parte disso.”O grupo:
AGENDA
As próximas apresentações do grupo estão agendadas: