Faustão passa por novo transplante após agravamento no quadro de saúde

Apresentador de 75 anos recebeu fígado e rim de um único doador em SP; é o quarto transplante desde o início do tratamento, em 2023

Apresentador segue internado após novos transplantes - Imagem: Renato Pizzutto / Band

Lívia Gennari Publicado em 08/08/2025, às 10h22

O apresentador Fausto Silva, de 75 anos, passou por dois novos procedimentos nesta semana: um transplante de fígado e um retransplante renal. As cirurgias foram realizadas no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

Segundo o boletim médico divulgado pela unidade de saúde, ambos os órgãos foram doados por um único doador e considerados compatíveis pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo, que autorizou e coordenou os procedimentos. O retransplante renal já estava previsto há cerca de um ano, e a equipe médica decidiu realizar as duas cirurgias em sequência, diante da disponibilidade dos órgãos e das condições clínicas do paciente.

Faustão está internado desde o dia 21 de maio, tratando uma infecção bacteriana aguda com quadro de sepse. Durante esse período, ele vinha sendo submetido a cuidados intensivos para controle da infecção e reabilitação clínica e nutricional, medidas necessárias para estabilizar seu estado de saúde e possibilitar os novos transplantes.

Histórico médico

Essa não foi a primeira vez que o apresentador é submetido a esse tipo de cirurgia. Em agosto de 2023, ele passou por um transplante de coração, após ocupar o segundo lugar na fila de espera por um órgão, segundo a Central de Transplantes do Estado de São Paulo. Já em fevereiro de 2024, Faustão foi novamente internado, dessa vez para um transplante de rim, já que, desde a cirurgia cardíaca, seus rins estavam comprometidos e ele fazia hemodiálise. Desde o início do tratamento, o apresentador já passou por quatro transplantes.

Todos os procedimentos foram realizados com base nos critérios técnicos do Sistema Único de Saúde (SUS), responsável pela gestão da fila única de transplantes no país, que atende tanto pacientes da rede pública quanto da privada. Em casos como o de Faustão, com agravamento do quadro clínico, o paciente pode ganhar prioridade, de acordo com critérios como gravidade da doença, compatibilidade genética, tipo sanguíneo, entre outros.

Como funciona a fila de transplantes do SUS

Em casos como o de Faustão, com agravamento do quadro clínico, o paciente pode ganhar prioridade, de acordo com critérios como gravidade da doença, compatibilidade genética, tipo sanguíneo, entre outros.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil mantém o segundo maior programa público de transplantes de órgãos, tecidos e células do mundo. Mesmo com o alto volume de procedimentos realizados, a fila de espera por doadores ainda é uma realidade, especialmente em casos que exigem critérios específicos para a compatibilidade.

A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) ressalta que, além da gravidade clínica, crianças são priorizadas em diversas situações, inclusive quando o órgão doado é de origem infantil ou quando concorrem diretamente com adultos.

O Ministério da Saúde também destaca que são considerados prioritários pacientes que não conseguem mais fazer diálise, que sofrem de insuficiência hepática aguda grave, que necessitam de assistência circulatória ou que apresentaram rejeição de órgãos transplantados recentemente, como foi o caso de Faustão.

O apresentador permanece em acompanhamento médico enquanto se recupera dos transplantes. Seu caso evidencia a complexidade dos tratamentos de saúde que envolvem múltiplos transplantes e reforça a relevância do sistema público de transplantes no Brasil para pacientes em situação crítica.

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