CRIME

Faria Lima registra quase 700 roubos de celulares em apenas 9 meses, afirma SSP

Avenida é reconhecida como um dos principais centros financeiros do Brasil

Faria Lima registra quase 700 roubos de celulares em apenas 9 meses, afirma SSP - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Rovena Rosa

William Oliveira Publicado em 13/11/2024, às 08h00

A Avenida Brigadeiro Faria Lima, reconhecida como um dos principais centros financeiros do Brasil, tem enfrentado uma crescente preocupação com a segurança pública. Dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) revelam que, entre janeiro e setembro deste ano, foram registrados quase 700 casos de roubos e furtos de celulares na região. A percepção de insegurança é comum entre frequentadores e trabalhadores locais, muitos dos quais relatam episódios em que testemunharam ou foram vítimas de crimes.

Durante o período analisado, a Polícia Civil contabilizou 561 furtos e 134 roubos de celulares na Faria Lima. Embora esses números representem uma redução de 26% nos furtos e 13,5% nos roubos em comparação ao ano anterior, os dados indicam um aumento significativo nos furtos entre julho e setembro, que saltaram de 167 para 214 ocorrências no trimestre, uma alta de 28,1%.

A segurança no local é reforçada por câmeras de vigilância, segurança privada e a presença de policiais militares, especialmente nas proximidades da estação da Linha 4-Amarela do metrô. No entanto, tais medidas não parecem ser suficientes para amenizar a sensação de vulnerabilidade dos transeuntes.

Ione Macedo, coordenadora de fundos de 30 anos, teve seu celular roubado enquanto aguardava por um carro de aplicativo. Este incidente a levou a adotar medidas preventivas adicionais, como segurar seu aparelho com mais cuidado e contratá-lo para o seguro. "Agora, tomo mais cuidado com a mochila e a bolsa", relata.

Casos semelhantes são comuns na rotina dos que transitam pela Faria Lima. A bancária Adriane Ricci, de 48 anos, descreve ter presenciado múltiplos furtos cometidos por criminosos em bicicletas. Como precaução, ela mantém o celular preso à roupa. Amanda Cunha Oliveira Torres, técnica administrativa de 50 anos, também compartilha experiências semelhantes: "Já vi alguém perder o celular para um assaltante de moto", lamenta.

Embora preocupante, a situação na Faria Lima não se compara aos índices da Avenida Paulista, onde o número de furtos chegou a 1.660 e os roubos a 303 no mesmo intervalo temporal.

A SSP-SP destaca seus esforços contínuos para mitigar tais crimes, por meio da integração policial e operações específicas, como a "Operação Mobile". Entre janeiro e setembro deste ano, foram inspecionados 1.105 estabelecimentos em toda a cidade, resultando na apreensão de cerca de 4.906 celulares e na prisão de 337 indivíduos. A operação "Speed Bike" visa especificamente as "gangues da bicicleta", responsáveis por crimes em áreas centrais, como a Avenida Paulista.

Apesar das reduções observadas em alguns distritos policiais da capital paulista, com diminuições nos índices variando entre 24% e 54%, o desafio persiste. Apenas 15 delegacias apresentaram aumento nos índices criminais até o momento, representando uma minoria dos distritos.

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