Serviço foi interrompido na manhã desta segunda (20) e passageiros são atendidos por ônibus do Paese
Letícia Sales Publicado em 20/04/2026, às 13h20
Uma falha técnica interrompeu a operação da Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo na manhã desta segunda-feira (20), menos de um mês após a inauguração do novo trajeto. A linha liga a estação Morumbi ao Aeroporto de Congonhas e teve a circulação de trens suspensa por problemas no sistema elétrico.
Segundo a Companhia do Metropolitano, a paralisação foi provocada por uma intercorrência na alimentação de energia da via, o que impediu o funcionamento normal dos trens. Em nota divulgada nas redes sociais, o Metrô informou: “O Metrô pede desculpas aos passageiros e informa que as equipes de manutenção da fornecedora trabalham para a identificação da causa e restabelecimento da operação. A Companhia também reforçou o quadro de funcionários nas estações para orientação aos passageiros”.
Para minimizar os impactos, ônibus gratuitos do sistema Paese foram acionados para atender o trecho afetado. A empresa destacou ainda que a Linha 17-Ouro opera em caráter transitório, fase em que ajustes técnicos são realizados para garantir maior estabilidade do serviço.
A falha ocorre às vésperas do feriado de Tiradentes, quando a própria companhia havia incentivado o uso da linha como alternativa para quem quisesse conhecer o novo modal.
Prometida desde 2009, a Linha 17-Ouro se tornou um dos projetos mais emblemáticos — e problemáticos — da expansão do transporte público paulistano. Inicialmente planejada como solução para a Copa do Mundo de 2014, a obra enfrentou sucessivos atrasos, mudanças de escopo e entraves contratuais ao longo dos anos.
O projeto original previa mais de 20 quilômetros de extensão, mas foi reduzido para cerca de 6,7 quilômetros. As obras começaram em 2012 e passaram por paralisações significativas, incluindo a saída da construtora responsável em 2015, quando menos de um terço do projeto havia sido concluído.
A construção só foi retomada anos depois, com avanços mais recentes durante a fase de testes. Atualmente, a linha está cerca de 80% concluída.
Mesmo com a entrega parcial, a nova paralisação reforça os desafios enfrentados por um sistema que ainda busca estabilidade após mais de uma década de promessas e adiamentos.