Relatos de instabilidade no fornecimento de energia persistem, mesmo com parte da energia já restabelecida
Gabriela Thier Publicado em 24/09/2025, às 17h49
Quase 48 horas após a forte tempestade que assolou São Paulo, resultando na queda de mais de 200 árvores, a capital ainda enfrenta desafios significativos. Muitas vias permanecem bloqueadas devido a galhos e troncos de grandes dimensões, especialmente na Zona Norte, onde os danos têm impactado a rotina de milhares de cidadãos.
De acordo com o último relatório da Enel, até às 11h54 da quarta-feira (24), aproximadamente 51 mil residências continuavam sem fornecimento de energia elétrica. Em comparação, no mesmo horário do dia anterior, esse número era alarmante: 143 mil imóveis.
Na área abrangendo Anhanguera e Morro Doce, diversas ruas se encontram obstruídas, com estabelecimentos comerciais fechados e lares sem eletricidade desde o início da tarde de segunda-feira (22). A Rua Oswaldo de Sousa Pinto exemplifica essa situação, onde uma árvore com mais de dez metros de altura tombou, danificando a fiação elétrica e atingindo a Paróquia Nossa Senhora das Graças. Um veículo ainda se encontra preso sob os destroços.
Do outro lado da Estrada Coronel José Gladiador, outras árvores caíram às margens do córrego local. Embora grande parte das ruas na área do Morro Doce já tenha visto o restabelecimento da energia elétrica, moradores relatam instabilidades no fornecimento, incluindo quedas e flutuações de tensão.
A Unidade Básica de Saúde (UBS) Morro Doce mantém seu atendimento devido ao uso de um gerador; no entanto, moradores ainda enfrentam dificuldades.
A Enel informou que suas equipes continuam trabalhando na reconstrução das redes elétricas afetadas pela tempestade nas regiões de Morro Doce, Anhanguera e Perus. "As obras são complexas e alguns trechos estão sendo mantidos desligados por questões de segurança tanto para a população quanto para os técnicos envolvidos", acrescentou a distribuidora.