Ciclone extratropical e massa de ar polar derrubam temperaturas na primeira semana de julho

Sistema meteorológico deve provocar temporais, ventos fortes e uma nova onda de frio em grande parte do Centro Sul do Brasil. Há previsão de geadas, temperaturas negativas nas áreas de serra e queda acentuada dos termômetros em diversos estados.

Nova massa de ar polar avança sobre o Centro Sul do Brasil e deve provocar queda nas temperaturas, geadas e temporais - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 29/06/2026, às 15h43

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A primeira semana de julho será marcada por uma mudança significativa nas condições do tempo em boa parte do Brasil. A combinação entre a formação de um ciclone extratropical, o avanço de uma frente fria e a chegada de uma nova massa de ar polar promete provocar temporais, rajadas de vento e uma queda expressiva nas temperaturas em diversas regiões do país.

Segundo as previsões meteorológicas, o sistema começa a ganhar força entre os dias 1º e 3 de julho, inicialmente sobre a Região Sul. A formação do ciclone extratropical ocorre sobre o oceano, na altura do Sul do Brasil, impulsionando uma frente fria que favorece chuvas intensas e tempestades localizadas, especialmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e posteriormente em áreas do Sudeste.

Após a passagem da frente fria, uma massa de ar polar avança rapidamente pelo interior do continente, derrubando as temperaturas não apenas na Região Sul, mas também em estados do Sudeste e do Centro Oeste.

Os meteorologistas alertam para a possibilidade de geadas amplas nas áreas mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, onde as mínimas podem ficar abaixo de zero grau. Também há previsão de frio intenso no Paraná, sul de São Paulo, Mato Grosso do Sul e parte de Mato Grosso, além da ocorrência do fenômeno conhecido como friagem em Rondônia e áreas do sul da Amazônia.

Embora a nova massa de ar polar seja menos intensa do que a forte onda de frio registrada na semana anterior, ela será suficiente para provocar uma nova queda acentuada das temperaturas e ampliar a sensação de frio devido aos ventos associados ao ciclone.

Além do frio, a população deve ficar atenta às condições adversas provocadas pela frente fria. Há risco de temporais, descargas elétricas, rajadas de vento e elevados volumes de chuva, principalmente entre o Sul e parte do Sudeste. Em áreas costeiras, o ciclone também pode provocar mar agitado e ressaca.

Especialistas reforçam que, apesar da preocupação gerada pelo termo "ciclone", esse tipo de fenômeno é relativamente comum durante o inverno na América do Sul. Os maiores impactos costumam estar relacionados aos ventos intensos, às chuvas fortes e ao transporte do ar polar para o interior do continente.

A recomendação é que a população acompanhe os avisos oficiais dos serviços de meteorologia, especialmente moradores de áreas sujeitas a alagamentos, deslizamentos ou locais onde o frio intenso pode representar riscos à saúde, principalmente para crianças, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

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