Thais Bonatti foi internada em estado grave após ser atropelada por ex-juiz que dirigia embriagado; ele foi solto após pagar fiança de R$ 40 mil
Lívia Gennari Publicado em 27/07/2025, às 18h24
A ciclista Thais Bonatti, de 30 anos, morreu na madrugada do último sábado (26), dois dias após ser atropelada por um juiz aposentado em Araçatuba, no interior de São Paulo. A informação foi confirmada pela Santa Casa da cidade, onde a vítima estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a manhã da última quinta-feira (24).
De acordo com informações da unidade de saúde, Thais teve politraumatismo, fratura de pelve e traumatismo craniano encefálico. Durante a internação, Thais passou por duas cirurgias. A primeira, na região da bacia, foi marcada por duas paradas cardíacas durante o procedimento. Mais tarde, ainda na quinta-feira (24), ela passou por nova intervenção para tratar o politraumatismo, incluindo o traumatismo craniano. Apesar dos cuidados intensivos, seu quadro clínico se agravou.
Ela não resistiu à gravidade dos ferimentos, mesmo com os esforços das equipes médicas. O óbito foi registrado à 1h27. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Relembre o caso
O atropelamento aconteceu na Avenida Waldemar Alves, no bairro Jardim Presidente. Thais pedalava em direção ao trabalho, onde atuava como auxiliar de cozinha, quando foi atingida por uma caminhonete Ford Ranger conduzida por Fernando Augusto Fontes Rodrigues Júnior, de 61 anos, juiz aposentado da 1.ª Vara Cível de Araçatuba.
Câmeras de segurança mostram que, no momento do acidente, uma mulher nua estava sentada no colo do motorista. Segundo a Polícia Civil, ela teria se vestido e deixado o local logo após o atropelamento.
Rodrigues Júnior foi conduzido à Delegacia Seccional de Araçatuba e passou por exame clínico, que confirmou a embriaguez. Inicialmente, ele foi preso em flagrante por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. Após audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva, sendo encaminhado à cela especial da Cadeia Pública de Penápolis. No entanto, foi solto no dia seguinte mediante o pagamento de fiança de R$ 40 mil.
A Polícia Civil acompanha o caso e deve atualizar a tipificação do crime, inicialmente registrada como lesão corporal culposa, para homicídio culposo na direção de veículo automotor.