Caso Adalberto: laudo aponta sangue de mulher não identificada no carro

Investigação sobre o assassinato de Adalberto Júnior ganha novos desdobramentos com a descoberta de material genético feminino

Investigadores descartam hipótese de amante; esposa de Adalberto passa por comparação de DNA para elucidar caso. - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Marina Milani Publicado em 19/06/2025, às 16h17

A morte do empresário Adalberto Júnior, encontrado sem vida no último dia 3 dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, ganhou novos contornos. O laudo do exame de DNA realizado pela Polícia Civil revelou que as manchas de sangue encontradas no carro do empresário são dele próprio e de uma mulher cuja identidade ainda não foi determinada.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), outros exames estão em andamento para aprofundar as análises e esclarecer os fatos. "O laudo do DNA realizado no sangue encontrado no carro da vítima foi parcialmente concluído, confirmando ser do empresário e de um perfil feminino ainda não identificado", informou a pasta em nota.

Embora o DNA feminino tenha sido identificado, a hipótese de envolvimento de uma suposta amante foi descartada pelos investigadores. Para afastar qualquer dúvida, amostras de material genético da esposa de Adalberto, Fernanda Dândalo, foram enviadas para comparação. O resultado ainda não foi divulgado.

Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) apontaram que Adalberto morreu por asfixia, levando o caso a ser tratado como homicídio. As autoridades ainda tentam definir como ocorreu o crime. As principais linhas consideram morte por constrição torácica (pressão no tórax) ou asfixia por pressão no pescoço, possivelmente um golpe conhecido como mata-leão.

A cronologia exata da morte ainda é incerta. Sabe-se que Adalberto foi visto pela última vez no autódromo, no dia 30 de maio, por volta das 12h. Seu corpo foi localizado quatro dias depois, dentro de um buraco usado em obras no local. O empresário também sofreu uma lesão no joelho, que teria ocorrido enquanto ainda estava vivo, segundo laudo pericial.

As investigações seguem em curso no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

homicídio IML DNA SSP polícia civil empresário Fernanda dândalo Adalberto júnior

Leia também