VIOLÊNCIA

Capitão da PM agride soldado da corporação em ataque de ciúmes

Mario Celio Cristiano Gomes Junior é acusado de agredir sua companheira, a soldado Thaynara Júnia, em frente à filha do casal

SSP instaurou um inquérito e acompanha o caso - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Paulo Pinto

William Oliveira Publicado em 06/06/2025, às 12h22

O capitão da Polícia Militar de São Paulo (PMSP), Mario Celio Cristiano Gomes Junior, enfrenta graves acusações de agressão física contra sua companheira, a soldado Thaynara Júnia. O incidente teria ocorrido na noite de 28 de maio, em frente à filha do casal, uma criança de apenas oito anos. Thaynara registrou um boletim de ocorrência durante a madrugada seguinte.

Segundo relatos apresentados pela vítima, o capitão teria invadido sua residência localizada no Pari, na região central da capital, arrombando o cadeado da porta. Durante a invasão, ele proferiu insultos direcionados à Thaynara, acusando-a de infidelidade e exigindo acesso a conversas em seu celular.

A situação escalou rapidamente, com Mario Celio arrastando Thaynara pelos cabelos e agredindo-a fisicamente com socos e empurrões. Após as agressões, ele levou a companheira ao Pronto-Socorro Cruz Azul, para que ela recebesse atendimento médico. Foi lá que a soldado relatou o ocorrido a uma enfermeira, que imediatamente notificou as autoridades.

“Foi Deus que me salvou aquele dia. Pensei que fosse morrer dentro da minha própria casa, ao lado da minha filha”, declarou a vítima ao portal Metrópoles.

Na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, onde a denúncia foi formalizada, Thaynara revelou que mantinha um relacionamento com o capitão há cerca de um ano e que já havia sido alvo de outras agressões anteriormente, tanto físicas quanto verbais, embora não tivesse registrado essas ocorrências antes. Ela descreveu o companheiro como ciumento e propenso a crises frequentes.

Após os eventos, a Justiça concedeu uma medida protetiva a Thaynara, determinando que Mario Celio mantenha uma distância mínima de 200 metros dela e que não tenha contato através de redes sociais.

“O relato da vítima é coerente e verossímil. Assim, diante de possível situação de vulnerabilidade da mulher, verifico a presença de requisitos legais para a concessão das medidas protetivas”, disse a juíza Joanna Palmieri Abdallah, do Foro da Casa da Mulher Brasileira.

Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), informou que um inquérito policial foi instaurado pela 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e encaminhado à Justiça. A nota esclareceu ainda que "a autoridade policial solicitou medida protetiva de urgência para a vítima", acrescentando que a Polícia Militar está acompanhando o andamento do processo judicial para tomar as medidas necessárias.

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