Em apenas 23 segundos e com três votos contrários, reajuste para 2025 foi aprovado sem debate
Marina Milani Publicado em 13/11/2024, às 08h50
Em uma sessão rápida e quase sem oposição, os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo aprovaram, nesta terça-feira (12), um aumento de 37% em seus próprios salários, que passará a valer em duas etapas a partir de janeiro de 2025. A votação, aberta e encerrada pelo presidente da Câmara, Milton Leite (União), durou apenas 23 segundos. Com três votos contrários e uma abstenção, o projeto de resolução recebeu o aval da Mesa Diretora da casa, que justifica o aumento como uma correção necessária pela falta de reajustes desde 2016.
O novo subsídio passará de R$ 18.991,68 para R$ 24.754,79 em janeiro de 2025 e será elevado a R$ 26.080,98 a partir de fevereiro do mesmo ano, conforme a base estabelecida para deputados estaduais. A Câmara argumenta que o percentual ainda fica abaixo da inflação acumulada no período e que respeita o teto constitucional de 75% do subsídio dos deputados estaduais.
Após a aprovação, o vereador Fernando Holiday (PL) e os vereadores do PSOL manifestaram insatisfação com o aumento, mas o questionamento lançado pelo vereador Arselino Tatto (PT) aos que votaram contra levantou polêmica: “Quem votou contra ou se absteve vai se abster de receber o aumento ou vai só jogar para a mídia?”, disse, seguido por risadas e com resposta do presidente que sugeriu a renúncia ao valor a quem desejasse.
A proposta, aprovada em votação única, foi promulgada sem necessidade de sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB), contando com parecer favorável das comissões de Constituição e Justiça, Administração Pública e Finanças e Orçamento.