SEGURANÇA

Buscas terminam: corpo de empresário sequestrado é achado no Rio Cotia, em Carapicuíba

Marcelo Magalhães, de 31 anos, estava desaparecido desde 16 de julho; amigo apontado como mentor do crime e mais dois suspeitos foram presos por homicídio qualificado e sequestro

Denúncia da mãe de um dos suspeitos levou à prisão dos envolvidos; Marcelo era empresário no setor de construção civil em SP - Imagem: Reprodução

Letícia Sales Publicado em 23/07/2026, às 11h18

Terminou nesta quinta-feira (23) a busca pelo corpo do empresário Marcelo Magalhães, de 31 anos. A família confirmou que ele foi encontrado no córrego Rio Cotia, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, no sétimo dia de buscas, iniciadas na sexta-feira (17). Marcelo estava desaparecido desde a noite de 16 de julho.

Um crime planejado por um amigo próximo

As investigações apontam que Marcelo foi vítima de um sequestro seguido de morte, orquestrado por um grupo ligado a Lucas Soares de Lima, o "Quadrado" — amigo do empresário e apontado como o mentor do esquema. Ele teria marcado um encontro com Marcelo justamente no local em que a vítima acabou sendo rendida, contando com a participação do irmão, Paulo Sérgio Soares de Almeida, e do amigo Júlio César Moura Batista. Os três já foram presos e devem responder por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver. A polícia ainda busca um quarto suspeito envolvido na ação.

De acordo com a apuração, os criminosos transferiram R$ 8 mil das contas bancárias de Marcelo antes de matá-lo. Investigadores também tiveram acesso a imagens do empresário em cativeiro, feitas antes de sua morte.

O que as câmeras do prédio registraram

Imagens do circuito interno de segurança do condomínio onde Marcelo morava, em Carapicuíba, mostram os instantes finais antes de seu desaparecimento. Nas gravações, ele aparece primeiro dentro do elevador, mexendo no celular, e depois na garagem, entrando sozinho em seu carro blindado. Conforme a investigação, dali ele seguiu para um bar, onde encontrou o amigo que o esperava — e que o teria atraído para a emboscada que resultou em sua morte.

Extorsão por trás do crime

Segundo a polícia, Quadrado já vinha extorquindo Marcelo havia algum tempo, chegando a exigir presentes caros e até um apartamento. O suspeito tinha conhecimento de relacionamentos amorosos do empresário e usava essa informação como forma de pressão.

A denúncia partiu de dentro de casa

O desfecho do caso teve início com uma denúncia feita pela própria mãe de Lucas Soares, Zemira Santos Soares. Segundo relatou, no dia 17 de julho seu outro filho, Paulo Sérgio, foi visitar a filha, que vivia sob os cuidados da avó, e acabou chorando durante a visita. Questionado pela mãe, Paulo Sérgio disse que Lucas vinha subtraindo pertences pessoais dele, incluindo roupas, e afirmou: "agora ele arrumou um problemão e quer arrastar todo mundo".

Marcelo Magalhães era dono de uma loja de material de construção na cidade e detinha 25% de participação em uma empresa de demolição e aluguel de equipamentos para construção civil.

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