Transporte

BNDES celebra avanços na linha 6-Laranja do metrô de São Paulo

A Linha 6-Laranja terá 15,3 km de extensão e previsão de operação parcial em 2026

A Linha 6-Laranja terá 15,3 km de extensão e previsão de operação parcial em 2026 - Imagem: Reprodução / Paulo Pinto / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 05/02/2025, às 17h54

A diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa, esteve presente em uma cerimônia na última terça-feira (4), que marcou a chegada da tuneladora norte à futura Estação Brasilândia e a finalização da escavação do trecho norte da Linha 6-Laranja do metrô de São Paulo. O evento, realizado na capital paulista, ressaltou os progressos significativos do projeto, que conta com um investimento total estimado em R$17 bilhões, dos quais R$12,3 bilhões foram aportados pelo BNDES.

Desse montante, R$6,9 bilhões foram contratados com a Concessionária Linha Universidade (CLU) e R$5,4 bilhões com o Governo do Estado de São Paulo. O projeto tem como objetivo integrar a periferia ao centro da cidade e destaca-se pela utilização de um equipamento essencial: a tuneladora, conhecida popularmente como "tatuzão". Pesando 2 mil toneladas e com mais de 100 metros de comprimento, essa máquina possui um diâmetro de escavação de 10 metros e já completou o trecho entre as estações Freguesia do Ó e Brasilândia.

A Linha 6-Laranja terá uma extensão total de 15,3 km, conectando Brasilândia – uma região carente da cidade – ao centro de São Paulo. O projeto proporcionará integração com as linhas 1 e 4 do Metrô e as linhas 7 e 8 da CPTM. Ao longo do percurso, haverá 15 estações, além de uma frota composta por 22 trens, totalizando 132 vagões. A previsão é que a operação parcial comece em 2026, com a conclusão total projetada para 2027. Espera-se que a linha transporte cerca de 600 mil passageiros diariamente.

Durante a cerimônia, Luciana Costa enfatizou a relevância do projeto para a melhoria da qualidade de vida dos habitantes de São Paulo, especialmente aqueles que residem em áreas periféricas. "A Linha 6 do metrô reduzirá drasticamente o tempo necessário para deslocar-se do Brasilândia ao centro. Atualmente, esse trajeto leva cerca de uma hora e meia; com a nova linha, será possível realizá-lo em menos de trinta minutos. A melhoria da qualidade de vida é uma prioridade do governo do presidente Lula", declarou Costa. Ela também sublinhou que além da diminuição no tempo de viagem, a nova linha facilitará o acesso à população de regiões vulneráveis a oportunidades de emprego e lazer no centro.

Adicionalmente, o projeto promete gerar impactos positivos no meio ambiente. A implementação da Linha 6 contribuirá para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa e material particulado, dado que o metrô é uma das alternativas mais sustentáveis para transporte. As estimativas indicam que a linha poderá resultar na redução superior a 200 mil toneladas de CO2 anualmente, volume que exigiria uma área florestal equivalente a 33 Maracanãs para ser neutralizado. O projeto também contempla ações sociais nas comunidades adjacentes às estações, com foco na capacitação e inclusão social, visando especialmente aumentar a participação feminina tanto na construção quanto na futura operação da concessão.

O BNDES possui um histórico robusto no apoio ao sistema de transporte sobre trilhos em São Paulo. Desde o ano 2000, o Banco já aprovou R$37,7 bilhões em financiamentos para diversas obras no estado, beneficiando milhões de pessoas. No total, o BNDES financiou R$65 bilhões em projetos de mobilidade urbana em todo o Brasil. Além das iniciativas em São Paulo, o Banco também tem colaborado com projetos similares em outras grandes cidades brasileiras como Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza e Recife.

BNDES transporte ZONA NORTE Linha 6 CLU Governo de Estado SP

Leia também