Trinta e três estudantes da Emef Professor João Euclydes Pereira apresentaram sintomas após nebulização com produtos químicos
William Oliveira Publicado em 05/09/2025, às 10h56
Na última terça-feira (26), 33 estudantes da Emef Professor João Euclydes Pereira, na Vila Serventina, em Osasco, relataram mal-estar após um processo de dedetização na escola.
A técnica utilizada foi a nebulização, que dispersa produtos químicos em forma de névoa para afastar insetos. Segundo relatos de familiares, os alunos apresentaram ardência nos olhos, nariz e garganta, recebendo atendimento das equipes do Samu no local.
Um caso grave envolveu um menino de oito anos, do 3º ano, que precisou ser internado na UTI do Hospital São Luiz por três dias devido a uma infecção intestinal, recebendo alta apenas no sábado (30). Os médicos ainda investigam a causa do problema.
Antes da dedetização, na segunda-feira (25), algumas crianças já haviam reclamado da qualidade da água, que apresentava gosto estranho. Larissa Rodrigues, mãe do aluno internado, relatou que as crianças notaram um pó branco nas carteiras e o cheiro forte de produtos químicos durante a dedetização, o que aumentou o mal-estar.
O caos se intensificou quando os alunos sentiram ardência e dores abdominais, agravadas pela recomendação de lavar o rosto com a água da escola. Larissa formalizou boletim de ocorrência no 10° DP de Osasco, acusando a administração escolar de negligência e lesão corporal. Outras mães também registraram ocorrências.
Na quinta-feira (28), o secretário municipal de Educação, José Toste Borges, visitou o hospital para acompanhar o caso e dialogar com a família.
Outro lado
A Prefeitura de Osasco informou que os 33 alunos apresentaram sintomas leves relacionados à ardência nos olhos e garganta, após a nebulização realizada na noite anterior. Segundo protocolos do Ministério da Saúde, o ambiente escolar é seguro para uso 20 minutos após o procedimento.
Em relação ao aluno internado, a Prefeitura esclareceu que ele apresentou mal-estar antes da dedetização e não compareceu à escola no dia seguinte. O laudo médico apontou infecção intestinal, sem relação comprovada com a dedetização.
A Vigilância Sanitária avaliou a qualidade da água, constatando que estava límpida e inodora, e enviou amostras ao Instituto Adolpho Lutz para análise, com resultados previstos entre 15 e 20 dias. A administração municipal ainda reforçou seu compromisso com a segurança e bem-estar das crianças e seguirá monitorando a situação com transparência.