EUA

Trump reitera críticas ao Federal Reserve e defende cortes nas taxas de juros

Durante evento na Casa Branca, Trump argumenta que cortes nas taxas de juros são necessários para a economia dos EUA

Durante evento na Casa Branca, Trump argumenta que cortes nas taxas de juros são necessários para a economia dos EUA - Imagem: Reprodução / X

Gabriela Thier Publicado em 12/06/2025, às 14h26

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou novamente suas críticas ao presidente do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), Jerome Powell, reiterando sua defesa por cortes nas taxas de juros. Durante um evento realizado na Casa Branca, o líder republicano afirmou que a inflação no país está "completamente controlada" e argumentou que, diante da situação econômica atual, "não há justificativa para não realizar cortes nas taxas de juros".

Trump enfatizou que uma redução de um ponto percentual nas taxas poderia resultar em uma economia anual de aproximadamente US$300 bilhões. Se o corte fosse de dois pontos percentuais, esse valor dobraria, alcançando US$600 bilhões por ano. Em suas declarações, Trump fez referência a Powell de maneira incisiva, afirmando: "'Aquele cara' precisa agir e reduzir as taxas de juros do país".

Embora tenha criticado abertamente o presidente do Fed, o presidente dos EUA assegurou que não tem planos de demiti-lo, referindo-se a Powell pelo apelido "Sr. Tarde Demais". Ele comentou sobre as especulações da mídia a respeito de uma possível demissão, dizendo: "As notícias falsas estão dizendo que seria catastrófico se eu o demitisse. Não entendo o motivo dessa percepção negativa, mas deixarei ele no cargo".

Além das críticas diretas, Trump insinuou que poderia tomar medidas adicionais para pressionar por uma redução nas taxas de juros, afirmando: "Talvez eu tenha que forçar alguma coisa". Apesar das suas observações contundentes, o presidente destacou que havia orientado Powell a aumentar as taxas apenas na presença de sinais claros de inflação. "Eu disse a ele que deveria elevar as taxas se houvesse inflação em um prazo de um ano", concluiu Trump, sublinhando que as taxas não precisam permanecer tão altas no cenário atual.

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