Tremor nas Filipinas

Terremoto deixa mortos e provoca destruição em larga escala no sul das Filipinas

Abalo sísmico ocorreu durante o retorno às aulas e causou danos em escolas, comércios e residências.

Abalo sísmico atingiu a ilha de Mindanao - Imagem: Reprodução/New Straits Times

Julio Cezar Souza Publicado em 08/06/2026, às 07h31

Um forte terremoto atingiu o sul das Filipinas na manhã de domingo e deixou um cenário de destruição em diversas cidades da ilha de Mindanao. O tremor, classificado como um dos mais intensos registrados no país nos últimos anos, causou a morte de pelo menos 19 pessoas, deixou mais de uma centena de feridos e provocou danos em residências, estabelecimentos comerciais e prédios públicos.

O abalo ocorreu no início da manhã, quando milhares de estudantes se preparavam para retornar às aulas após o período de férias. A coincidência com a reabertura do calendário escolar aumentou o impacto do desastre, levando autoridades a interromperem imediatamente as atividades educacionais em áreas afetadas.

Segundo órgãos de monitoramento sísmico, o epicentro foi localizado próximo à cidade de General Santos, uma das mais populosas da região. A força do terremoto foi sentida também em áreas de países vizinhos, incluindo províncias da Indonésia, gerando preocupação em toda a região do Sudeste Asiático.

As equipes de emergência seguem atuando em operações de busca e resgate. Autoridades locais informaram que dezenas de pessoas precisaram ser hospitalizadas, enquanto outras permanecem desaparecidas. O levantamento completo dos danos ainda está em andamento devido às dificuldades de acesso e comunicação em alguns municípios.

Imagens divulgadas por moradores e veículos de imprensa mostram edifícios parcialmente destruídos, fachadas desabadas, ruas cobertas por destroços e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Em General Santos, estruturas comerciais sofreram danos significativos, enquanto equipes técnicas avaliam os riscos de novos colapsos.

Em escolas da região, momentos de pânico foram registrados durante as cerimônias de abertura do ano letivo. Estudantes e funcionários precisaram abandonar prédios às pressas após o início dos tremores. Em algumas unidades, partes das construções apresentaram rachaduras e desabamentos localizados.

Após o terremoto, centros internacionais de monitoramento emitiram alertas para a possibilidade de tsunami em áreas costeiras. A recomendação levou milhares de moradores a buscarem regiões mais elevadas. Horas depois, a ameaça foi descartada, mas as autoridades mantiveram orientações de cautela devido ao risco de réplicas.

O governo filipino abriu centros de acolhimento para famílias desalojadas e iniciou ações para restabelecer serviços essenciais. Equipes trabalham na liberação de estradas e no atendimento às comunidades mais afetadas.

Em pronunciamento oficial, o presidente Ferdinand Marcos Jr. afirmou que a prioridade é garantir a segurança da população e apoiar as vítimas. Como medida preventiva, as aulas foram suspensas por tempo indeterminado nas áreas atingidas.

Localizadas no chamado Anel de Fogo do Pacífico, as Filipinas convivem frequentemente com terremotos e atividade vulcânica intensa. O novo desastre reforça os desafios enfrentados pelo país diante de fenômenos naturais de grande impacto.

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