Masoud Pezeshkian declarou que o Irã dará resposta à morte do aiatolá Ali Khamenei e afirmou que a ofensiva estrangeira representa “uma declaração aberta de guerra contra os muçulmanos”
Lívia Gennari Publicado em 01/03/2026, às 09h08
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, endureceu o tom contra os Estados Unidos e Israel após a morte do aiatolá Ali Khamenei, vítima dos ataques coordenados no sábado (28). Em pronunciamento transmitido pela TV estatal, Pezeshkian classificou a ofensiva como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”.
Segundo o presidente, a morte da maior autoridade política e religiosa da República Islâmica representa um marco que exige reação proporcional.
“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e idealizadores deste crime histórico”, disse Pezeshkian em comunicado.
A tensão aumentou à medida que o Irã lançou mísseis contra bases militares americanas no Oriente Médio e em direção ao território israelense, ampliando o risco de um conflito regional ainda maior. O chefe do Conselho de Segurança, Ali Larijani, prometeu novos ataques “com uma força nunca vista”, dando indicativos de que a escalada está longe de terminar.
Do lado norte-americano, o presidente Donald Trump respondeu de forma igualmente contundente, afirmando que qualquer retaliação iraniana encontrará resposta “mais forte do que tudo que já foi visto”. As declarações ampliam o clima de incerteza geopolítica em um momento em que o Irã passa por sua maior crise institucional desde a Revolução de 1979.
Para Pezeshkian, porém, a mensagem é clara: “A República Islâmica não deixará esse crime sem resposta.” O pronunciamento marca a primeira grande reação pública do presidente desde os ataques e reforça o compromisso do governo com uma vingança que, segundo ele, é tanto política quanto religiosa.