Investigação após tragédia na Suíça

Prefeito de cidade turística na Suíça entra na lista de investigados por incêndio que matou 41 pessoas em bar de estação de esqui

Tragédia em Crans-Montana ocorreu no início do ano e deixou dezenas de mortos, a maioria adolescentes; autoridades apuram falhas em inspeções de segurança no local.

Bar em estação de esqui na cidade suíça de Crans-Montana foi destruído por incêndio que deixou 41 mortos. - Imagem: REUTERS/Denis Balibouse

Redação Publicado em 09/03/2026, às 10h26

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Promotores da Suíça ampliaram a investigação sobre o incêndio que destruiu um bar em uma estação de esqui na cidade de Crans-Montana e deixou 41 mortos, incluindo principalmente adolescentes. Entre os novos investigados está o prefeito da cidade, Nicolas Feraud, que foi convocado para prestar depoimento às autoridades.

De acordo com documentos obtidos por agências internacionais, Feraud passou a figurar formalmente como suspeito no processo conduzido pelo Ministério Público do cantão de Valais. O prefeito deverá ser ouvido em 13 de abril, enquanto as investigações avançam para esclarecer possíveis responsabilidades pela tragédia.

O incêndio ocorreu em 1º de janeiro, no bar Le Constellation, localizado em uma área frequentada por turistas durante a temporada de inverno. O fogo se espalhou rapidamente pelo local, causando uma das piores tragédias recentes da Suíça.

Imagens registradas no momento do incidente mostram o teto do estabelecimento em chamas enquanto frequentadores ainda estavam dentro do bar. O episódio resultou na morte de dezenas de jovens e deixou vários feridos, muitos deles ainda hospitalizados com queimaduras.

Durante entrevistas concedidas após o incêndio, o prefeito Nicolas Feraud reconheceu que algumas inspeções anuais de segurança não foram realizadas pelo município. Ele afirmou que a administração local não tinha sido informada de que as verificações obrigatórias haviam deixado de ser feitas.

Inicialmente, a investigação se concentrou nos proprietários do bar, Jacques Moretti e Jessica Moretti, que continuam sendo investigados. Posteriormente, o inquérito foi ampliado para incluir também um atual e um ex-funcionário público ligados à fiscalização local.

O Ministério Público confirmou que novas pessoas passaram a ser investigadas no caso, que envolve suspeitas de crimes como homicídio culposo. Caso sejam condenados, os responsáveis podem enfrentar penas de até quatro anos e meio de prisão, segundo a legislação suíça.

A tragédia também teve repercussão internacional. Entre as vítimas estavam seis cidadãos italianos, o que gerou forte comoção na Itália e aumentou a pressão por esclarecimentos sobre o ocorrido.

Crans-Montana é um dos destinos de inverno mais conhecidos da Suíça e recebe turistas de diversos países, especialmente da Europa e dos Estados Unidos.

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