Pontífice expressou tristeza e condenou a 'barbaridade da guerra' após ataque israelense à Igreja da Sagrada Família em Gaza
William Oliveira Publicado em 21/07/2025, às 09h27
No último domingo (20), o Papa Leão XIV manifestou profunda consternação e condenou o que chamou de "barbaridade da guerra", ao comentar o recente ataque israelense à Igreja da Sagrada Família, localizada na Cidade de Gaza. O episódio, ocorrido na quinta-feira anterior (17), resultou na morte de três pessoas e deixou várias outras feridas, incluindo o pároco local.
Imagens do local mostram danos significativos: o telhado foi atingido próximo à cruz principal, a fachada de pedra sofreu queimaduras e várias janelas foram estilhaçadas.
Durante sua mensagem após a oração do Angelus, o pontífice citou os nomes das vítimas e fez um apelo à comunidade internacional para que se respeite o direito humanitário. Ele ressaltou a necessidade de proteger civis e condenou o uso indiscriminado da força, bem como punições coletivas.
"Apelo à comunidade internacional para que observe o direito humanitário e respeite a obrigação de proteger os civis, bem como a proibição da punição coletiva, do uso indiscriminado da força e do deslocamento forçado da população", disse o pontífice.
Na sexta-feira (18), um dia após o ataque, líderes cristãos visitaram a Igreja da Sagrada Família. Estavam presentes o Patriarca Latino de Jerusalém, arcebispo Pierbattista Pizzaballa; o Patriarca Ortodoxo Grego de Jerusalém, Teófilo III; e o arcebispo Alexios, do Patriarcado Ortodoxo Grego. Eles se encontraram com o pároco Gabriel Romanelli, ferido no ataque.
A comitiva também visitou a Igreja Ortodoxa Grega de São Porfírio e o hospital Al-Ahli Arab, em Gaza. Durante a visita, Pizzaballa garantiu aos presentes que não foram esquecidos: “Vocês não foram negligenciados, nem esquecidos. E faremos tudo para estar sempre perto de vocês e apoiar a todos”, declarou, transmitindo as bênçãos do Papa Leão XIV.
Desde o início da ofensiva israelense contra o Hamas, em outubro de 2023, a Igreja da Sagrada Família tem servido de abrigo para centenas de palestinos, após ataques do grupo extremista contra Israel.