Direitos Humanos

ONU reage após operação que deixou mais de 60 mortos no Rio: "Horrorizados"

Organização expressou preocupação com o massacre ocorrido durante a megaoperação policial no Rio de Janeiro, pedindo investigações rápidas diante de consequências letais extremas em comunidades vulneráveis

A operação, considerada a mais letal da história do estado, mobilizou 2.500 agentes para desmantelar o Comando Vermelho - Imagem: Reprodução / Arquivo pessoal / Raull Santiago

William Oliveira Publicado em 29/10/2025, às 13h32

A repercussão internacional após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado, levou o Alto Comissariado das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos a manifestar profunda preocupação com o episódio, que resultou na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro policiais, nesta terça-feira (28).

Em comunicado publicado nas redes sociais, o escritório da ONU destacou as responsabilidades das autoridades brasileiras no respeito aos direitos humanos e solicitou investigações "rápidas e eficazes". A entidade alertou que a operação evidencia uma tendência alarmante de "consequências letais extremas" em ações policiais nas comunidades mais vulneráveis do país.

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— ONU Derechos Humanos - América del Sur (@ONU_derechos) October 28, 2025

Jornais como The Guardian e o alemão Der Spiegel chamaram atenção para a inédita utilização de drones pelos criminosos, mostrando o arsenal avançado acumulado pelos traficantes desde o final dos anos 1980.

Por outro lado, o jornal espanhol El País destacou a afirmação do governador Cláudio Castro (PL) de que "esta é uma guerra que nada tem a ver com segurança urbana, mas é alimentada pelas armas do narcotráfico internacional".

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, também teve suas declarações repercutidas. Em suas redes sociais, afirmou que "o Rio está sozinho nesta guerra", pedindo apoio do governo federal e solicitando a intervenção das Forças Armadas.

A operação mobilizou cerca de 2.500 agentes com o objetivo de desmantelar a liderança do Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha. Segundo as autoridades de segurança, a ação visava neutralizar a cúpula da facção, responsável por ataques recentes contra civis e agentes do Estado.

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