Tensão internacional

ONU cobra investigação independente após ataque mortal a escola no Irã.

Alto comissariado de direitos humanos pede apuração “rápida, imparcial e minuciosa” sobre bombardeio que matou dezenas de estudantes no sul do país.

ONU pede investigação independente sobre o bombardeio. - Imagem: Elma Okic/ONU

Redação Publicado em 03/03/2026, às 09h40

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O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas pediu nesta terça-feira (3) uma investigação independente sobre o ataque que atingiu uma escola de meninas no sul do Irã e deixou dezenas de mortos. A cobrança foi feita em Genebra pela porta-voz Ravina Shamdasani, que afirmou que o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, defende uma apuração “rápida, imparcial e minuciosa” sobre as circunstâncias do bombardeio.

O ataque ocorreu no sábado (1º), em meio à escalada militar envolvendo os Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Segundo informações divulgadas por autoridades iranianas, cerca de 150 estudantes morreram.

De acordo com a porta-voz da ONU, cabe às forças responsáveis pela ofensiva investigar o caso e tornar públicas as informações sobre o ocorrido. O escritório não apontou formalmente quem considera responsável pelo ataque.

“Isso é absolutamente horrível”, declarou Shamdasani, ao comentar imagens que circulam nas redes sociais e que, segundo ela, mostram a dimensão da destruição e do desespero causado pelo conflito.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as forças americanas não atacariam deliberadamente uma escola. O governo de Israel informou que está apurando o episódio.

O embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, enviou carta ao alto comissário classificando o ataque como “injustificável” e “criminoso”.

O escritório de direitos humanos declarou que ainda não possui informações suficientes para determinar se o bombardeio pode ser enquadrado como crime de guerra. Também pediu que todas as partes envolvidas ajam com moderação e retomem as negociações diplomáticas para conter a escalada do conflito.

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