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Lula viaja ao Chile para reunião sobre democracia e enfrentamento à desinformação com líderes internacionais

Presidente reafirma a soberania brasileira enquanto participa de debates sobre multilateralismo e combate à desinformação no Chile

Segundo o Itamaraty, o encontro dá continuidade à iniciativa lançada em setembro de 2024, durante a 79ª Assembleia Geral da ONU, por Lula e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez - Imagem: Ricardo Stuckert/ PR

Redação Publicado em 20/07/2025, às 16h52

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (20) para Santiago, no Chile, onde participará, na segunda-feira (21), de uma reunião de alto nível sobre a defesa da democracia, organizada pelo presidente chileno Gabriel Boric. O encontro também contará com a presença de líderes da Colômbia, Espanha e Uruguai.

A reunião acontece em um contexto de tensão internacional, marcado pela decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras e pela revogação dos vistos de oito ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Lula, em declarações recentes, tem reforçado a importância da soberania brasileira diante desses acontecimentos.

A programação no Chile inclui uma reunião reservada entre os presidentes, seguida de um almoço e de um encontro com representantes da sociedade civil, acadêmicos e centros de reflexão. Os debates serão estruturados em três eixos principais: defesa da democracia e do multilateralismo; combate às desigualdades; e uso de tecnologias digitais para enfrentar a desinformação.

Segundo o Itamaraty, o encontro dá continuidade à iniciativa lançada em setembro de 2024, durante a 79ª Assembleia Geral da ONU, por Lula e o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez. Uma nova edição da reunião está prevista para a 80ª Semana de Alto Nível da ONU, em Nova York.

Em fevereiro deste ano, Lula, Sánchez, Petro, Boric e Orsi já haviam realizado uma reunião virtual para discutir os riscos da desinformação e de interferências estrangeiras nas democracias. Na ocasião, Sánchez destacou a necessidade de ações conjuntas para manter as redes sociais “livres de bots e ódio” e para fortalecer o multilateralismo diante da crescente polarização política e desigualdade.

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