Escalada no Oriente Médio

Israel amplia ofensiva contra Teerã e diz ter eliminado líder do Hezbollah no sexto dia de confrontos

Ataque contou com cerca de 90 caças da Força Aérea israelense e atingiu estruturas ligadas à segurança interna do Irã; Teerã acusa Israel de bombardear áreas civis e afirma que cerca de 40 alvos foram atingidos.

Ataques aéreos de Israel atingiram estruturas ligadas ao aparato de segurança do Irã - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 05/03/2026, às 13h31

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As Forças Armadas de Israel realizaram nesta quinta-feira (5) um novo ataque aéreo contra Teerã, capital do Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que chegou ao sexto dia. A ofensiva contou com cerca de 90 caças da Força Aérea israelense e, segundo o governo de Israel, resultou na eliminação de um dos líderes do movimento xiita Hezbollah, no Líbano.

De acordo com o comando militar israelense, a operação teve como alvo estruturas ligadas ao aparato de repressão interna do regime iraniano na capital do país. Além disso, Israel afirmou ter avançado em ações militares dentro do território libanês, onde o Hezbollah mantém forte presença.

Segundo um comunicado divulgado pelas autoridades iranianas, o bombardeio desta quinta-feira foi classificado como a 12ª onda de ataques contra Teerã desde o início da atual fase do confronto. Ainda conforme a nota oficial, aproximadamente 40 alvos foram atingidos durante a ofensiva, com o lançamento de cerca de 200 munições.

Entre os locais atingidos, segundo o próprio comunicado militar israelense, estaria o quartel-general responsável por coordenar unidades especiais do regime iraniano na província de Teerã. O centro também teria ligação direta com a condução de operações das Forças Armadas iranianas.

As autoridades israelenses afirmaram ainda que os ataques atingiram instalações relacionadas à Guarda Revolucionária do Irã e às forças Basij, milícia que atua em apoio ao regime e é conhecida por sua participação na repressão a protestos e dissidências internas no país.

Do lado iraniano, o governo acusou Israel de atacar deliberadamente áreas civis durante a ofensiva. A denúncia ocorre em meio ao aumento da tensão na região e à continuidade das operações militares conduzidas por Tel Aviv.

A escalada do conflito ocorre também em um momento de intensificação do alinhamento estratégico entre Israel e os Estados Unidos. Após conversa com o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou ter recebido do aliado a recomendação para manter as operações militares até a conclusão dos objetivos da campanha.

O episódio aprofunda o cenário de instabilidade no Oriente Médio e amplia o risco de expansão regional do conflito, envolvendo forças aliadas ao Irã e grupos armados em diferentes territórios.

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