Guerra

Irã alega vitória sobre Israel em cessar-fogo; tensão persiste com ataques em seu território

O Irã considera sua resposta militar uma vitória que forçou Israel a aceitar o cessar-fogo proposto pelos EUA

O Irã considera sua resposta militar uma vitória que forçou Israel a aceitar o cessar-fogo proposto pelos EUA - Imagem: Reprodução / Pixabay

Gabriela Thier Publicado em 24/06/2025, às 19h15

Na manhã desta terça-feira (24), o Conselho Supremo da Segurança Nacional do Irã divulgou um comunicado exaltando o que considera uma "vitória" sobre Israel, afirmando que a resposta militar do país às agressões de Tel-Aviv levou o governo de Benjamin Netanyahu a aceitar o cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos.

O comunicado enfatiza que as Forças Armadas da República Islâmica responderam ao comando do Líder Supremo com um desempenho "bravo e exemplar", rechaçando as ações hostis do inimigo. Segundo o texto, as Forças Armadas conseguiram neutralizar cada ato de agressão de maneira "oportuna e proporcional", citando especificamente um ataque à base militar dos Estados Unidos em Al-Udeed, no Catar.

"A vitória forçou o inimigo a se arrepender e a aceitar a derrota, levando-o a interromper unilateralmente sua invasão", afirma a nota, que adverte sobre a falta de confiança nas promessas dos adversários. O texto conclui mencionando que as forças iranianas permanecem preparadas para responder decisivamente a qualquer nova agressão.

No entanto, o cessar-fogo continua fragilizado, uma vez que o Irã acusa Israel de realizar ataques em seu território na manhã desta terça-feira, desrespeitando os termos da trégua. Teerã já anunciou que retaliará qualquer nova agressão proveniente de Tel-Aviv.

Por outro lado, Israel afirma ter cumprido os dois principais objetivos de sua campanha militar contra o Irã, considerada uma "ameaça existencial", tanto na esfera nuclear quanto em relação aos mísseis balísticos. Em um comunicado emitido nesta terça-feira, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel alcançou "superioridade aérea total" sobre Teerã e infligiu danos severos à liderança militar iraniana, além de destruir diversos alvos estratégicos do regime.

Ainda segundo Israel, a aceitação do cessar-fogo bilateral foi influenciada pela proposta do presidente Donald Trump. O comunicado expressou agradecimento ao líder norte-americano e aos EUA pelo apoio defensivo e pela contribuição na contenção da ameaça nuclear iraniana.

A versão apresentada pelo governo iraniano contrasta com a narrativa dos Estados Unidos, que sustentam que o ataque às instalações nucleares iranianas no último sábado (24) facilitou a aceitação do cessar-fogo por ambas as partes. O presidente Trump declarou que tanto Israel quanto Irã buscaram sua intervenção quase simultaneamente para negociar um fim às hostilidades.

Trump afirmou: "Israel e Irã vieram até mim e disseram: 'Paz!' Sabia que era o momento certo. O mundo e o Oriente Médio são os verdadeiros vencedores." Ele acrescentou que o acordo foi estabelecido em decorrência da ação dos EUA contra as instalações nucleares iranianas, considerando-a uma ironia positiva para a resolução do conflito.

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