Kim Keon Hee, esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, foi considerada culpada por receber joias e presentes de luxo em troca de favorecimento político e nomeações para cargos públicos.
Redação Publicado em 26/06/2026, às 11h17
A Justiça da Coreia do Sul condenou nesta sexta-feira (26) a ex-primeira-dama Kim Keon Hee a mais sete anos de prisão por corrupção, ampliando ainda mais a crise política que atingiu o antigo governo sul-coreano.
Esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, Kim foi considerada culpada por aceitar joias e presentes de luxo em troca de favorecimento em nomeações para cargos públicos.
Segundo a decisão judicial, a ex-primeira-dama recebeu itens de alto valor de empresários e políticos interessados em obter influência dentro do governo. Entre os presentes estariam um colar da marca Van Cleef, um broche da Tiffany, brincos da Graff, além de um relógio de luxo da marca Vacheron Constantin.
As investigações apontam que um empresário do setor da construção civil teria entregue joias avaliadas em cerca de 103 milhões de won — aproximadamente R$ 347 mil — em troca da nomeação do genro para uma função pública.
Além da nova condenação, Kim já cumpria uma pena anterior de quatro anos de prisão por envolvimento em manipulação do mercado financeiro e outros crimes de corrupção.
Durante todo o processo, a ex-primeira-dama negou irregularidades e sustentou que os objetos recebidos eram apenas presentes pessoais, sem qualquer relação com decisões governamentais.
O caso amplia a sequência de escândalos envolvendo a antiga cúpula política sul-coreana. O ex-presidente Yoon Suk Yeol também foi condenado anteriormente a décadas de prisão após ser responsabilizado pela tentativa fracassada de impor uma lei marcial no país.