Ex-ministra britânica é encontrada morta em casa; jovem de 26 anos é preso por suspeita de assassinato

Polícia britânica investiga as circunstâncias do crime e afirma que, até o momento, não há indícios de motivação política ou ligação com terrorismo

Com longa trajetória política, Ann Widdecombe também atuou como apresentadora e comentarista de TV - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 10/07/2026, às 19h55 - Atualizado às 20h00

A ex-ministra e ex-deputada britânica Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta dentro de casa, em Haytor Vale, no sudoeste da Inglaterra, na última quinta-feira (9). O caso é investigado como homicídio, e a polícia britânica anunciou nesta sexta-feira (10) a prisão de um homem de 26 anos suspeito de envolvimento no crime.

Segundo a polícia, agentes foram acionados pouco depois do meio-dia para atender a uma ocorrência na casa da ex-parlamentar. Ao chegarem ao local, encontraram Widdecombe já sem vida. Equipes de perícia realizaram exames na residência para reunir elementos que possam esclarecer a dinâmica do assassinato.

O suspeito foi localizado e preso na cidade de Newton Abbot, a aproximadamente 15 quilômetros da residência da vítima. Até o momento, as autoridades não divulgaram informações sobre a relação entre o investigado e Ann Widdecombe, nem detalhes sobre a possível motivação do crime.

Em comunicado, a polícia informou que a investigação segue em andamento e destacou que, até agora, não existem evidências de que o homicídio tenha motivação política ou esteja relacionado a atos de terrorismo. Novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias para auxiliar na apuração dos fatos.

Carreira política

Ann Widdecombe construiu uma longa trajetória na política britânica. Filiada ao Partido Conservador, exerceu mandato como deputada na Câmara dos Comuns entre 1987 e 2010, período em que ocupou diferentes cargos ministeriais durante o governo do então primeiro-ministro John Major.

Após deixar o Parlamento britânico, Widdecombe passou a atuar na televisão e, posteriormente, ingressou no Partido do Brexit, liderado por Nigel Farage. Em 2019, foi eleita deputada do Parlamento Europeu, cargo que exerceu até 2020, durante o período que antecedeu a saída definitiva do Reino Unido da União Europeia.

A morte da ex-ministra provocou repercussão no cenário político britânico, enquanto a polícia mantém as investigações para esclarecer as circunstâncias do assassinato. 

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