Guerra

EUA ameaçam Irã com ataques maiores após bombardeio a instalações nucleares

Presidente dos EUA detalha ataques a instalações nucleares iranianas e reafirma postura agressiva contra o país

Trump elogia parceria com Israel e promete ações mais severas se o Irã não optar pela paz rapidamente - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 22/06/2025, às 08h57

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um pronunciamento à nação na noite deste sábado (21), detalhando os ataques recentes contra três instalações nucleares iranianas. Ele garantiu que o objetivo era destruir a capacidade de enriquecimento nuclear do Irã e barrar uma suposta ameaça atômica.

"Hoje à noite, posso informar ao mundo que os ataques foram um sucesso militar espetacular. As principais instalações de enriquecimento nuclear do Irã foram completamente e totalmente destruídas. O Irã, o valentão do Oriente Médio, agora deve escolher a paz. Se não o fizer, ataques futuros serão muito maiores e muito mais fáceis de executar", ameaçou Trump, reforçando a postura agressiva dos EUA.

Ameaças e parceria com Israel

Trump fez questão de frisar a longa história de tensão: "Por 40 anos, o Irã vem gritando morte à América, morte a Israel. Eles vêm matando nossos soldados, explodindo suas pernas e braços com bombas caseiras, essa era a especialidade deles. Perdemos mais de mil pessoas, e centenas de milhares de pessoas no Oriente Médio e no mundo morreram em consequência direta desse ódio."

Em seu discurso, o presidente americano elogiou a parceria das tropas norte-americanas com os militares israelenses. "Haverá ou paz, ou tragédia para o Irã, muito maior do que vimos nos últimos oito dias. Lembrem-se: ainda há muitos alvos. O de hoje à noite foi o mais difícil de todos, e talvez o mais letal. Mas se a paz não chegar rapidamente, iremos atrás dos outros alvos com precisão, velocidade e habilidade", completou Trump, deixando claro que novas ações estão na mesa.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também se manifestou neste sábado, agradecendo o apoio de Trump. Ele declarou que a ação era necessária para conter a ameaça de enriquecimento de urânio, uma acusação que o Irã sempre negou. Nos últimos dias, Israel já havia bombardeado instalações militares e nucleares iranianas. "Os ataques continuarão pelo tempo necessário para concluir a tarefa de afastar de nós a ameaça de aniquilação", afirmou Netanyahu, mostrando a determinação israelense.

Contexto da escalada do conflito

Acusando o Irã de estar perto de desenvolver uma arma nuclear, Israel lançou um ataque surpresa contra o país em 13 de junho, ampliando a guerra no Oriente Médio. O Irã, por sua vez, afirma que seu programa nuclear tem fins exclusivamente pacíficos e que estava em negociação com os Estados Unidos para acordos que garantissem o cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual faz parte.

No entanto, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) vinha acusando o Irã de não cumprir todas as suas obrigações, apesar de reconhecer que não possui provas de que o país estaria construindo uma bomba atômica. O Irã acusa a agência de agir de forma "politicamente motivada" e sob influência das potências ocidentais, como EUA, França e Grã-Bretanha, que apoiam Israel no conflito.

Em março, o setor de Inteligência dos Estados Unidos havia afirmado que o Irã não estava desenvolvendo armas nucleares, uma informação que agora é questionada pelo próprio presidente Donald Trump. Apesar de Israel não aceitar que o Irã possua armas nucleares, diversas fontes históricas indicam que o país mantém um amplo programa nuclear secreto desde a década de 1950, que supostamente já teria desenvolvido pelo menos 90 ogivas atômicas. 

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