Governo confirma 63 mortos e alerta que a emergência climática ainda não terminou
Sabrina Oliveira Publicado em 30/10/2024, às 13h37
O governo espanhol decretou três dias de luto nacional depois que uma tempestade severa atingiu o leste do país, deixando 63 mortos e causando destruição generalizada. A Comunidade Valenciana foi a área mais afetada, registrando 62 das vítimas, enquanto outra foi confirmada em Castela La Mancha.
O temporal, que surpreendeu a população com chuvas recordes, ainda representa um risco à segurança, e o governo orientou que as pessoas permaneçam em casa. "Pedimos que a população não circule pelas estradas e siga todas as instruções das autoridades locais", declarou o primeiro-ministro Pedro Sánchez, reforçando que a emergência ainda não acabou.
Várias áreas continuam inacessíveis para as equipes de resgate, que contam com mais de mil militares da Unidade de Emergências. Além das vidas perdidas, o fenômeno meteorológico deixou dezenas de cidades inundadas, destruiu pontes e bloqueou estradas importantes, especialmente na região de Valência.
O porto de Valência foi fechado temporariamente, mas retomou as operações, enquanto outros portos próximos permanecem com atividades interrompidas. Nos aeroportos, a situação se normalizou após atrasos e cancelamentos em diversas cidades costeiras. Já as linhas ferroviárias de alta velocidade entre Madri e Valência seguem suspensas, e não há previsão para a retomada dos serviços.
A causa do desastre foi uma DANA (Depressão Isolada em Níveis Altos), fenômeno que provocou chuvas torrenciais nas regiões litorâneas. A precipitação em Valência foi a mais intensa em mais de cinco décadas, superando registros históricos. A Defesa Civil acionou os alertas máximos de emergência meteorológica, recomendando precaução máxima em várias áreas, incluindo Aragão, Catalunha e Andaluzia.
"É essencial que ninguém relaxe, pois os riscos permanecem. Nossas equipes estão trabalhando incansavelmente, mas o perigo ainda é real", alertou Sánchez em pronunciamento à nação. Ele garantiu que o governo está comprometido em prestar assistência aos afetados e reparar os danos o mais rápido possível.
O primeiro-ministro enfatizou a necessidade de seguir as orientações das autoridades para evitar mais tragédias e lembrou que o apoio internacional também está sendo mobilizado. "Nosso foco é salvar vidas e reconstruir. A solidariedade será nossa maior força para superar esse momento difícil", concluiu.