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Entenda como funcionam as eleições presidenciais nos Estados Unidos

Americanos se preparam para exercer seu direito de voto nesta terça-feira (5)

Entenda como funcionam as eleições presidenciais nos Estados Unidos - Imagem: Reprodução / X / @POSITIVAFMRADIO

William Oliveira Publicado em 05/11/2024, às 08h48

Milhões de cidadãos americanos se preparam para exercer seu direito de voto nesta terça-feira (5), em uma eleição presidencial que promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos. Na corrida pela Casa Branca, figuram a vice-presidente Kamala Harris, representando o Partido Democrata, e o ex-presidente Donald Trump, pelo Partido Republicano. As pesquisas de opinião indicam um cenário de quase empate entre os dois candidatos, prenunciando um pleito acirrado.

A eleição presidencial nos Estados Unidos segue o sistema do Colégio Eleitoral, onde cada um dos 50 estados, mais o Distrito de Columbia, possui um número de votos proporcional à sua população e ao número de representantes no Congresso. Dessa forma, estados mais populosos, como a Califórnia, têm maior influência no resultado final em comparação com estados menos populosos, como Montana. O vencedor em cada estado leva todos os votos daquele Colégio Eleitoral, em uma prática conhecida como "winner takes all". Maine e Nebraska são exceções a essa regra, podendo dividir seus votos entre os candidatos.

Os chamados "estados pêndulo", sem preferência política fixa e que podem definir o resultado da eleição, ganham destaque nesta disputa. Neste ano, Pensilvânia, Wisconsin, Michigan, Arizona, Nevada, Geórgia e Carolina do Norte são os estados que podem desempenhar papel decisivo na escolha do próximo presidente.

O processo eleitoral norte-americano ocorre a cada quatro anos na primeira terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro. Em 2024, esse dia é 5 de novembro. Embora muitos eleitores já tenham votado antecipadamente, seja presencialmente ou pelo correio, alguns estados não decretam feriado eleitoral, o que influencia a logística de votação.

Além dos principais candidatos, Harris e Trump, outros concorrentes também estarão nas cédulas eleitorais, incluindo Chase Oliver, pelo Partido Libertário, e Jill Stein, pelo Partido Verde. Robert F. Kennedy Jr., que inicialmente estava na disputa como independente, retirou-se em agosto e declarou apoio a Trump.

O anúncio do vencedor pode não ser imediato devido ao método de votação por cédulas. A contagem pode se estender por dias, especialmente nos estados que aceitam votos antecipados. No entanto, muitas vezes é possível prever o resultado antes da conclusão oficial da apuração devido ao peso eleitoral dos estados.

Em caso de empate no Colégio Eleitoral, ou se nenhum candidato alcançar os 270 votos necessários para vencer, a decisão será transferida para a Câmara dos Deputados. Esse procedimento é conhecido como "eleição contingente" e ocorreu apenas duas vezes na história dos EUA.

A posse presidencial está marcada para 20 de janeiro do ano seguinte à eleição, exceto quando cai em um domingo. As cerimônias costumam ocorrer no Capitólio, com a presença de autoridades do governo e das Forças Armadas.

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