Parlamentar foi atingida na cabeça enquanto dava entrevista; país vive tensão após resultado das eleições gerais
Ana Beatriz Publicado em 09/01/2026, às 10h52
Uma deputada hondurenha ficou ferida na tarde desta quinta-feira (8) após ser atingida na cabeça por um objeto descrito pela imprensa local como um explosivo, durante protestos em frente ao Congresso Nacional, em Tegucigalpa. O ataque ocorreu em meio a manifestações contra a convocação de uma sessão legislativa para discutir a recontagem de votos das eleições gerais realizadas em dezembro.
A parlamentar ferida é Gladis Aurora López, integrante do Partido Nacional, mesma sigla do candidato conservador Nasry Asfura, declarado vencedor do pleito em 24 de dezembro. Segundo relatos, a deputada tentava entrar no prédio do Legislativo quando parou para falar com jornalistas e acabou atingida no momento da explosão.
De acordo com os jornais El Heraldo e La Prensa, López apresentou dores intensas, tontura, dificuldades auditivas e problemas de visão logo após o incidente. Dirigentes de seu partido afirmaram que ela sofreu queimaduras e foi encaminhada a um hospital da capital para atendimento médico. O estado de saúde da deputada não havia sido detalhado até a última atualização.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a parlamentar conversa com repórteres segundos antes do impacto, aumentando a repercussão do caso no país. O episódio ocorreu enquanto centenas de manifestantes se concentravam nas imediações do Congresso, em um clima de forte polarização política.
O presidente do Congresso Nacional, Luis Redondo, condenou o ataque e determinou a abertura imediata de uma investigação para identificar os responsáveis. Autoridades de segurança também reforçaram o policiamento na região após o ocorrido.
A violência contra uma parlamentar eleva o grau de tensão em Honduras, que enfrenta questionamentos e protestos desde a divulgação do resultado eleitoral. Setores da oposição alegam irregularidades no processo e pressionam por uma recontagem dos votos, enquanto o governo e aliados defendem a legitimidade do pleito.