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Depois de forte terremoto, vulcão inativo há séculos entra em erupção na Rússia

Com mais de 1.800 metros de altura, o vulcão liberou uma nuvem de cinzas que alcançou 6.000 metros

A erupção do Kracheninnikov segue um terremoto de magnitude 8,8, o mais forte desde 2011, que causou alerta de tsunami em vários países - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 03/08/2025, às 10h20

Após um dos terremotos mais fortes já registrados na região e um alerta de tsunami, um vulcão na península de Kamchatka, na Rússia, entrou em erupção pela primeira vez em mais de 450 anos. O fenômeno, que pegou as autoridades de surpresa, é mais um de uma série de eventos naturais que abalaram o extremo leste do país.

O vulcão Kracheninnikov, que tem mais de 1.800 metros de altura, soltou uma nuvem de cinzas que chegou a 6.000 metros. A nuvem seguiu em direção ao Oceano Pacífico, para o leste. Segundo as autoridades, não havia cidades ou turistas no caminho das cinzas, o que evitou um grande problema.

Uma região de atividade extrema

A península de Kamchatka é uma das áreas mais agitadas do planeta, com quase 30 vulcões ativos. A razão para tanta atividade é que a região fica exatamente onde as placas tectônicas do Pacífico e da América do Norte se encontram. Essa área, praticamente sem moradores, atrai viajantes que buscam paisagens montanhosas e parques cheios de ursos e salmões.

O que torna a erupção do Kracheninnikov tão especial é seu longo tempo de inatividade. O vulcão não entrava em atividade desde 1550, o que mostra a força dos eventos geológicos recentes.

A erupção do Kracheninnikov aconteceu pouco depois que outro vulcão, o Kliuchevskoi, o maior da região da Eurásia, também entrou em atividade. Esses fenômenos seguiram um terremoto de magnitude 8,8 que sacudiu a região e causou um alerta de tsunami, com pedidos de evacuação em vários países, do Japão até o Havaí, México, Colômbia e Equador. O estrago mais sério na Rússia foi no porto de Severo-Kurilsk e em uma área de pesca.

O terremoto foi o mais forte já visto desde 2011, quando um tremor de 9,1 graus abalou a costa do Japão e provocou um tsunami que deixou mais de 15.000 mortos.

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