Autoridades afirmam que investigação descarta, até o momento, motivação política para o assassinato de ex-ministra britânica
Gabriela Nogueira Publicado em 12/07/2026, às 09h29
A polícia do Reino Unido anunciou a prisão de um novo suspeito pela morte da ex-ministra britânica Ann Widdecombe. O homem, de 28 anos, foi localizado na região de South Yorkshire e permanece sob custódia enquanto as investigações seguem em andamento.
Segundo as autoridades, a principal linha de apuração não aponta qualquer motivação política para o assassinato. A polícia informou que o caso continua sendo tratado como uma investigação criminal comum, apesar do histórico da vítima na vida pública britânica.
Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta em sua residência na região de Haytor, no sudoeste da Inglaterra. A ex-parlamentar apresentava ferimentos graves quando foi localizada pelas equipes de emergência, que acionaram a polícia.
Antes da nova prisão, um homem de 26 anos chegou a ser detido, mas foi liberado após os investigadores concluírem que ele não tinha envolvimento com o crime.
De acordo com a polícia, os indícios apontam que o ataque ocorreu na manhã de quarta-feira, um dia antes de o corpo ser encontrado. As autoridades seguem reunindo provas para esclarecer as circunstâncias do homicídio e identificar todos os envolvidos.
Em nota, o vice-chefe da Polícia de Devon e Cornwall, Matt Longman, afirmou que a prioridade é garantir uma análise detalhada de todas as evidências disponíveis. Segundo ele, a investigação ainda está em fase inicial, mas avança de forma consistente.
Embora a unidade britânica de contraterrorismo tenha sido consultada durante os primeiros procedimentos, a polícia informou que o órgão não participa mais da apuração, reforçando a conclusão preliminar de que o crime não teve motivação política.
Ann Widdecombe construiu uma longa trajetória na política britânica. Ela foi deputada pelo Partido Conservador entre 1987 e 2010, integrou o governo do então primeiro-ministro John Major e, após deixar o Parlamento, voltou à vida pública por meio da televisão e de novas legendas políticas. Nos últimos anos, também atuou no Parlamento Europeu e participou do partido Reform UK.