Colaboração entre Reino Unido, França e Alemanha visa ajustar propostas dos EUA
Gabriela Thier Publicado em 13/12/2025, às 15h59
Durante o próximo fim de semana, a Alemanha se tornará o centro de importantes discussões diplomáticas ao receber delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia, que visam avançar nas negociações para um cessar-fogo no território ucraniano. Essas reuniões ocorrem em um contexto de crescente pressão internacional e antecedem uma cúpula agendada com líderes europeus e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, marcada para segunda-feira (15), em Berlim.
Conforme informações de fontes norte-americanas, Steve Witkoff, enviado especial do ex-presidente Donald Trump, acompanhado por seu genro Jared Kushner, está a caminho da Alemanha para participar das conversações. Witkoff tem experiência prévia nas negociações entre Ucrânia e Rússia relacionadas a uma proposta de paz elaborada pelos Estados Unidos, o que pode indicar uma nova perspectiva positiva nas tratativas.
A Casa Branca havia sinalizado anteriormente que a participação de um representante nas negociações dependia da percepção de progresso nas discussões, destacando a importância da situação atual.
Uma fonte do governo alemão afirmou que as reuniões em Berlim focarão em um possível cessar-fogo, envolvendo assessores de política externa dos EUA e da Ucrânia. Esta iniciativa reflete um esforço coordenado entre os aliados ocidentais para buscar uma solução pacífica para o conflito que aflige a região.
No encontro programado para segunda-feira (15), o chanceler alemão Friedrich Merz liderará a cúpula com Zelensky e outros líderes europeus. Este evento é mais uma demonstração do apoio contínuo que a Europa oferece ao presidente ucraniano em um momento crítico, especialmente diante das exigências crescentes vindas de Washington para que Kiev considere um plano de paz que favorece algumas das principais demandas russas.
Nos últimos dias, Reino Unido, França e Alemanha têm colaborado para ajustar as propostas apresentadas pelos Estados Unidos. Um esboço dessas propostas, divulgado no mês passado, sugeria que a Ucrânia aceitasse concessões territoriais, renunciasse ao seu desejo de ingressar na Otan e estabelecesse limites sobre suas forças armadas.