COLUNA ESPLANADA

Bolsonaro sonha com canetada salvadora em 2026

Ex-presidente acredita que será indultado por Tarcísio ou Michelle e mira 2030

Ex-presidente Jair Bolsonaro aposta em 2026 - Imagem: Divulgação/Coluna Esplanada

Leandro Mazzini Publicado em 13/06/2025, às 13h04

Confiante na canetada

O ex-presidente Jair Bolsonaro não brincou à toa com o ministro Alexandre de Moraes, em seu depoimento no STF. É óbvio que ele nunca chamaria o juiz para sua chapa eleitoral. É que Bolsonaro acredita piamente que um aliado, ou aliada, vai chegar ao Palácio do Planalto em 2026. Para ele, Tarcísio de Freitas ou a esposa Michelle Bolsonaro. E, no seu plano esperançoso, um deles dará o indulto presidencial numa canetada, o livrando da condenação e abrindo caminho no Tribunal Superior Eleitoral para uma suposta candidatura em 2030. Esse é o seu sonho, mesmo que eventualmente condenado cumpra prisão – e nos seus planos, domiciliar, por causa das constantes cirurgias para lhe salvar o intestino (e a vida) após o atentado a faca. Mas cada dia com sua agonia. Em 2030, se tiver saúde e cenário favorável, Bolsonaro terá 76 anos.

Saldo negativo

A cúpula do Progressistas está irritada com o advogado Tarso Duarte de Tassis, vice-presidente de Negócios de Atacado do banco, e com o presidente da Caixa, Carlos Vieira – ambos, aliás, estariam se estranhando. Tanto o PP quanto Vieira acham que Duarte não atende as expectativas (de gente importante) da bancada e querem rifá-lo.

Torcedor aflito

Luís Roberto Barroso, presidente do STF, revelou a amigos numa rodinha, há dias, que não consegue mais prestigiar uma partida de futebol no Rio ou em Brasília. E só sai à rua com escolta de três seguranças. “A civilidade é algo que precisa preceder a democracia. Hoje em dia todos se acham no direito de se manifestar com grosseria”.

Sinal amarelo

A concessionária LAMSA, da Linha Amarela no Rio de Janeiro, obteve na 5ª Vara Empresarial tutela cautelar com valor da causa em R$ 1,5 bilhão. Para evitar especulações de falência, explica à Coluna que foi uma medida protetiva do caixa e dos patrimônios diante de um credor de debêntures das 3ª e 5ª emissões. A Justiça deu fôlego de 30 dias para a LAMSA negociar o débito.

Solução caseira

O presidente do PSB e prefeito do Recife, João Campos, deverá ser o candidato favorito a governador de Pernambuco. Sua eventual vitória, no entanto, deixará o partido sem prefeito de capital. Uma solução apresentada por alguns integrantes da sigla é apoiar a candidatura de Cícero Lucena (PP), prefeito de João Pessoa, para governador da Paraíba. Caso ele vença, seu vice Leo Bezerra (PSB) assumiria a capital.

No ar, no chão

A Infraero vai expandir sua operação comercial no Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro, o único terminal de capital ainda nas mãos da estatal, porém joia da coroa nesse setor – ao lado do paulistano Congonhas, já privatizado. A estatal negocia novos espaços comerciais no subsolo e no 2º andar.

ESPLANADEIRA

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